quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Corrida 🏃‍♂️ de Vila Nova

 No bairro de Campo Grande, entre outros vários chamados sub bairros, está a localidade de Vila Nova. Muito movimentado, principalmente pelo comércio e pelos serviços, Vila Nova desperta muitas memórias afetivas de seus moradores, como o antigo supermercado Valente, cujo o espaço, mesmo ocupado por outros estabelecimentos, ainda tem o nome lembrado pelos moradores; há também nas memórias o Armarinho do Seu Júlio, que "vendia de tudo"; a Peixaria de Vila Nova também ainda é uma referência, muito procurada na Semana Santa, principalmente.

Vila Nova também do futebol, das "peladas " entre times locais; do Carnaval de rua, muito badalado nos dias de folia; do antigo Centro Pró-Melhoramentos de Vila Nova, que servia a localidade, oferecendo ensino de 1°e 2° graus, cursos técnicos, clínicas, entre outros serviços. Hoje o local é ocupado pela Escola Santa Bárbara. Vila Nova que já possuiu uma igreja católica brasileira (diferente da católica Romana), que localizava-se em frente à escola Embaixador Araújo Castro.

Com tantas histórias, a localidade convida a população à percorrer as ruas do bairro.

Vem aí a 3° Corrida 🏃‍♀️ de Rua de Vila Nova. Inscreva-se já! E participe desse resgate da memória da região. 


Acesse o link abaixo e faça sua inscrição!

https://forms.gle/Y9A5hv9RngKrukEc6


quinta-feira, 16 de outubro de 2025

O chafariz da Rodoviária de Campo Grande

 

Imagem: charge do ícone da Drogaria do Povo. 

Acima encontra-se um dos monumentos que compõem a paisagem do bairro de Campo Grande: o Chafariz da Rodoviária de Campo Grande. O mesmo apresenta formas que remetem uma laranja 🍊 descascada, lembrando à época dos laranjais que se alastravam pelo bairro, principalmente na primeira metade do século XX, sendo um grande símbolo local. O chafariz,  localizado entre a Rodoviária e a linha férrea, é composto  por um conjunto de lâminas curvas na cor laranja, com um jorro d'água, sendo lançado a uma estrutura parecida com um copo, à imagem da fruta fornecendo um suco.

Sem dúvida, o monumento representa um grande valor simbólico para a memória da região, uma memória coletiva da população do bairro, indo muito além de uma referência urbana, sendo uma imagem de preservação da história local, eternizada na visão dos transeuntes que a avistam.

Imagem: Jornal O Amarelinho,  setembro de 2025.



sábado, 11 de outubro de 2025

Duas "São Mateus" na mesma localidade

 Na localidade do Tingui, no bairro de Campo Grande, localizam-se duas igrejas separadas por poucos metros. Até aí, nada demais. O fato curioso é que as duas possuem a mesma denominação: São Mateus. Sendo que uma é católica, e a outra, protestante.

Foto: autor


 A Comunidade de São Mateus, pertencente à Paróquia Nossa Senhora das Graças, de Vila Nova, localiza-se na Rua Andradina, às "margens" da estrada Santa Maria. Fundada em 1979, com a formação de um Círculo Bíblico, a comunidade foi crescendo com a catequese que acontecia nas escolas Jurema Peçanha e Luiz Edmundo, próximas ao atual templo.

Segundo os primeiros frequentadores, depois da compra do terreno, a catequese passou a ser realizada embaixo de uma árvore, assim como as missas também.

Em 1990, por pouco a comunidade fechou, devido a pouca participação dos fiéis. Porém, com esforço de alguns membros, ela continua de pé até hoje.

 

Foto: autor


 Como já mencionado, a poucos metros dali, na rua Atacama, localiza-se uma outra igreja "São Mateus". Trata-se da Igreja Metodista São Mateus, em frente a uma praça de mesmo nome: Praça São Mateus. Por curiosidade, apesar de serem igrejas com doutrinas diferentes, além da proximidade geográfica, ambas possuem outro ponto em comum: a celebração do Domingo de Ramos, como mostra a imagem abaixo, entre outros. Um outro detalhe curioso  foi quando ocorreu, em uma oportunidade, nos anos 2000, uma celebração na igreja católica de São Mateus, co celebrada por um padre (o pároco de Nossa Senhora das Graças) e um pastor evangélico, a convite do padre, numa iniciativa de um encontro ecumênico.

 

 Imagem: Instagramigrejametodistasãomateus

Só pra ressaltar, a igreja Metodista leva o nome com referência à localização, "em São Mateus", diferente da igreja católica, que tem o santo como padroeiro.

Porém, não deixa de ser um caso curioso, de duas igrejas de religiões (doutrinas) diferentes, com o mesmo nome, e bem próximas. 

Imagem: google maps


terça-feira, 7 de outubro de 2025

"Amazonas " em Campo Grande

 

No bairro de Campo Grande, entre tantas escolas que homenageiam pessoas importantes ou/e lugares, encontra-se a Escola Municipal Amazonas, à beira das estradas antiga Rio-São Paulo e do Tingui, no bairro (sub-bairro) Amazonas, onde há também uma tradicional igreja Assembleia de Deus com o nome do bairro.

Imagem: Internet 

Mas a escola e a localidade carregam o nome de que, precisamente?
Muita gente confunde Amazonas e Amazônia. Apesar de terem ligações, Amazonas e Amazônia não são a mesma coisa.
AMAZONAS é uma unidade Federativa do Brasil, um estado pertencente à Região norte; já AMAZÔNIA diz respeito à região da grande floresta AMAZÔNICA, densa e latifoliada, abrigando uma enorme biodiversidade, que abrange a região norte do Brasil, além de Mato Grosso e parte do Maranhão (Amazônia Legal); e também outros países da América do Sul, como Peru, Bolívia, Colômbia, entre outros (Amazônia internacional).
A AMAZÔNIA também abriga a BACIA AMAZÔNICA, um grande sistema hidrografico que contém o RIO AMAZONAS e seus afluentes.
Na floresta AMAZÔNICA também encontram-se os chamados "povos da floresta ", como indígenas, seringueiros e os ribeirinhos, pessoas que vivem e dependem da floresta para sobreviver.
Assim, AMAZONAS, AMAZÔNIA, FLORESTA AMAZÔNICA E BACIA AMAZÔNICA, apesar dos nomes parecidos e ligações entre eles, não são a mesma coisa. Só pra lembrar, a escola em questão é Amazonas. 

Imagem: Facebook. 

sábado, 6 de setembro de 2025

A tradição dos desfiles cívicos

 Por muitas décadas, era uma tradição na semana do 07 de setembro, independência do Brasil, alguns bairros do Rio de Janeiro (assim como em boa parte do Brasil) serem palcos dos populares desfiles cívicos, com as escolas se apresentando, representadas por seus alunos, professores, diretores e afins, ao lado de entidades, autoridades e grupos locais, carregando símbolos nacionais,  percorrendo ruas, com bandas marciais, exaltando o respeito e o orgulho pela pátria. O desfile cívico, além de celebrar a independência do Brasil, também promove uma reflexão sobre a identidade nacional, possibilitando perceber nossa riqueza cultural e tudo mais que o Brasil nos oferece.

E o bairro de Campo Grande já foi ponto de inúmeros desfiles cívicos. Abaixo, duas imagens de desfiles cívicos na região, no que é hoje o Calçadão, entre as décadas de 1950 e 1960, com o tema: "Mocidade do Sertão Carioca, confirma a sua fé e esperança na grandeza do Brasil". Lembrando que à época, bairros como Campo Grande e outros da Zona Oeste eram conhecidos como Sertão Carioca, ou Zona Rural.

 

Fonte das imagens: Face Historias desconhecidas/Projeto Cante Rubinho Effe.

Abaixo, outra imagem de desfile cívico no bairro, na década de 1960


Foto gentilmente cedida por Odaléa Ranauro. 

 Por um tempo, essa tradição veio diminuindo, com menos presença de escolas e até de datas, porém nunca se apagando. Prova disso é que nesse ano de 2025, o bairro recebeu mais uma vez esse legado que atravessa gerações, na rua Campo Grande, mantendo a tradição de pé.

Abaixo, algumas imagens do desfile 2025.

 



Fotos extraídas de vídeo de Instagram Campo Grande meu país.

Assim, que as futuras gerações mantenham viva a memória, dando continuidade aos eventos e costumes de nosso bairro e de nosso país, mantendo firmes os valores e os conhecimentos.

 

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

A nova região: Zona Sudoeste

 No último dia 14 de agosto foi aprovada a criação de uma nova região na cidade do Rio de Janeiro: a Zona Sudoeste. 

Veja como era e como ficará a configuração de regiões na cidade:



Farão parte da Zona Sudoeste os seguintes bairros:


1 - Barra da Tijuca;

2 - Itanhangá;

3 - Joá;

4 - Recreio;

5 - Camorim;

6 - Vargem Pequena;

7 - Vargem Grande;

8 - Grumari;

9 - Camorim;

10 - Jacarepaguá;

11 - Anil;

12 - Curicica;

13 - Cidade de Deus;

14 - Freguesia;

15 - Pechincha;

16 - Taquara;

17 - Tanque;

18 - Praça Seca;

19 - Vila Valqueire;

20 - Barra Olímpica. 


Bairros como Campo Grande, Guaratiba, Pedra e Barra de Guaratiba continuam pertencentes à Zona Oeste. 

Fonte consultada: G1.


quinta-feira, 17 de julho de 2025

Os Mamonas Assassinas em Campo Grande

 Em janeiro de 1996, no verão carioca, o bairro de Campo Grande "ferveu" com a presença da saudosa banda, dos irreverentes garotos dos Mamonas Assassinas. Liderados pelo extrovertido vocalista Dinho, os Mamonas eram compostos por Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli, além do já citado vocalista.

A banda teve uma trajetória inusitada e meteórica, lançando um álbum em 1995, com praticamente todas as músicas divulgadas e conhecidas pelo público em alguns meses. Dono de hits até hoje populares, como "Pelados em Santos", "Vira-Vira", entre outros, o grupo da brasília amarela se destacou conciliando pop rock com outros gêneros musicais, que variava do forró, do pagode, até o heavy metal.

E em 1996, o estádio Ítalo Del Cima, do Campo Grande Atlético Clube foi palco desse verdadeiro show que os Mamonas apresentavam, pois, além de músicos muito talentosos, os mesmos presenteavam a plateia se apresentando fantasiados, com coreografias, encarnando personagens, em uma atmosfera muito cômica e descontraída.


 


Fotos do show dos Mamonas Assassinas no Ítalo Del Cima, em Campo Grande.

 

Infelizmente, a alegria contagiante dos Mamonas Assassinas foi interrompida, devido ao trágico  acidente aéreo, no dia 02 de março de 1996, que tirou as vidas de todos os componentes, comovendo um país inteiro.

 

Crédito das fotos: Flavio Negrone.