sábado, 11 de abril de 2026

Plano de paisagem de Campo Grande

 


Quando se faz uma leitura de paisagem, leva-se em conta todos os elementos presentes, geralmente dividida em partes, denominadas planos de paisagem. 
Acima, temos um recorte de paisagem de uma parte do bairro de Campo Grande, dividido em quatro planos.
No primeiro plano, é possível identificar a estação ferroviária do bairro e a Rua Campo Grande; no segundo plano, as ruas Ferreira Borges e Engenheiro Trindade, do "outro lado" do bairro, passando em frente ao Calçadão de Campo Grande, a Praça Doutor Raul Boaventura e ao Túnel que liga os dois lados; no terceiro plano, percebe-se alguns prédios e ao fundo as torres da igreja Matriz de Nossa Senhora do Desterro; e por último, no quarto plano, um dos morros que circundam a região. 
E assim a paisagem foi analisada de forma mais detalhada, com uma leitura mais específica de seus elementos, dos mais próximos aos mais distantes de seu observador. 

sexta-feira, 3 de abril de 2026

A tradição de malhar o Judas


 Entre a Sexta-feira Santa, dia de lembrar a crucificação de Jesus, e o Domingo de Páscoa, a ressurreição de Cristo, está o Sábado de Aleluia. Mas o sábado em questão vai além da questão religiosa, sendo lembrado também por uma questão cultural e de tradição: é o dia de malhar o Judas.
Muito comum nos subúrbios do Rio de Janeiro, a tradição consiste em produzir um boneco, geralmente com roupas velhas, de pano ou de palha, representando Judas, o discípulo que traiu Jesus. O boneco é pendurado num poste, numa árvore ou num muro, na manhã do Sábado de Aleluia. Durante o dia, moradores (incluindo crianças) batem no boneco, muitas vezes com paus e pedras, como se tivessem punindo-o. Pronto: é a "Malhação de Judas ", às vezes acompanhada de xingamentos, porém num clima meio de descontração, quase numa "farra".
Apesar de ter diminuído nos últimos anos, a tradição continua, com o "Judas" em questão geralmente sendo associado a figuras públicas, políticos ou algum morador que desperte  indignação local.
E assim é mais uma tradição que, infelizmente, vai diminuindo, mas ainda muito viva em nossas memórias.