quarta-feira, 1 de maio de 2024
O Banco do Brasil e o antigo cemitério de Campo Grande
quinta-feira, 25 de abril de 2024
O antigo BANERJ
![]() |
segunda-feira, 22 de abril de 2024
São Jorge e o bairro de Campo Grande
Dia 23 de abril, dia de São Jorge, um dos santos mais identificados com o Rio de Janeiro, também padroeiro da Inglaterra e do clube Corinthians, festejado em países como Portugal e Espanha, e reverenciado tanto na igreja católica Romana, Ortodoxa e Anglicana, além do sincretismo religioso, no qual na Umbanda e no Candomblé se faz referência a Ogum.
É um dia marcado por festejos, igrejas lotadas, queima de fogos e feijoadas - no caso do delicioso prato, uma referência à comida que os escravizados faziam e reverenciavam a Ogum, através de São Jorge - além de lembrar alegria e confraternização. A cor vermelha é marcante, lembrando o sangue, associando-o ao simbolismo na cultura cristã, remetendo ao sacrifício de Jesus Cristo, além da própria história do martírio de São Jorge, que segundo a tradição, foi um capitão da região da Capadócia (atual Turquia), o qual foi degolado pelo Império de Roma, por se negar a perseguir cristãos.
A fé ao santo também se apresenta em forma de cordões, dos mais variados tamanhos e formas. Na música "O carioca", do grupo Molejo, é citado o fato, ressaltando a forte relação do santo com a população do Rio de Janeiro: "O carioca é aquele que deita na sombra na hora do almoço; está quase sempre com ar de bom moço; que bate uma bola até com um caroço; com um São Jorge no pescoço..."
E no bairro de Campo Grande não poderia ser diferente do restante da cidade. Na região, o Santo Guerreiro é representado de algumas formas. Uma é a existência de um sub bairro denominado São Jorge, contínuo ao sub bairro Aurora, fazendo parte da região da Avenida Cesário de Melo, entre os bairros de Campo Grande e Inhoaíba. O mesmo destaca-se no comércio e como área residencial. Uma outra referência é a tradicional festa de São Jorge no Rio da Prata, acompanhada por devotos, simpatizantes, curiosos e religiosos, com a imagem do santo sendo conduzida por cavaleiros, numa grande multidão que reúne pessoas de várias partes da Zona Oeste, percorrendo locais próximos como a Estrada do Viegas, Estrada do Lameirão Pequeno e Estrada do Cabuçu. E por fim, a existência da Comunidade Católica São Jorge, da Paróquia São João Evangelista, no Rio da Prata; e a capela de São Jorge, na rua Caminho do Padre, no loteamento Monte Sinai, pertencente à Paróquia Nossa Senhora das Graças.
E assim segue a tradição de São Jorge, com sua cor forte, representando superação, guarda e força para as batalhas do dia a dia e que, segundo a lenda, por ser guerreiro, mata o demônio (dragão) e, da Lua, protege a humanidade dos perigos e maldades.
"Lua de São Jorge, lua deslumbrante... lua de São Jorge cheia, branca, inteira..."🎶🎶🎶
quinta-feira, 11 de abril de 2024
O posto das Capoeiras
terça-feira, 2 de abril de 2024
Campo Grande: ainda o bairro mais populoso?
Imagem: Diário do Rio
Por muito tempo, o bairro de Campo Grande ostentou o título de "bairro mais populoso da cidade do Rio de Janeiro ". Algumas pesquisas apontam o bairro, inclusive, como o mais populoso do Brasil.
Porém, recentemente algumas notícias destacaram a mais atualizada pesquisa do IBGE, que aponta a região de Jacarepaguá como a mais populosa do Rio, com 653 mil habitantes, deixando Campo Grande em segundo lugar, com 600 mil habitantes, e Bangu com 422 mil (Censo 2022).
A questão é que as citadas pesquisas contam a Região Administrativa (ou distritos/subdistritos), e não bairros. Assim, a região Administrativa de Jacarepaguá englobaria não somente o bairro de mesmo nome, mas outros como Freguesia, Anil, Curicica, Tanque, etc; com Campo Grande, a mesma situação, fazendo parte da Região Administrativa o bairro de Campo Grande, mais os bairros de Cosmos, Inhoaíba, Santíssimo e Senador Vasconcelos.
Já na questão "somente bairros", segundo matéria do Diário do Rio (1° de abril/2024), o bairro (não Região Administrativa) de Campo Grande aparece em primeiro com 367.160 habitantes, seguido por Santa Cruz, com 238.932 habitantes, Bangu, com 216.549, e em quarto lugar, o bairro de Jacarepaguá, com 214.674 habitantes.
Assim, na questão "bairro", Campo Grande ainda é o mais populoso.
https://diariodorio.com/rj-tem-9-dos-15-bairros-mais-populosos-do-brasil-veja-a-lista/
segunda-feira, 1 de abril de 2024
O dia da mentira
sábado, 30 de março de 2024
Breve histórico da chegada dos trens em Campo Grande e adjacências
O transporte de trem no Rio de Janeiro surgiu com a inauguração da Estrada de Ferro D. Pedro II, em 29/03/1858, construída por iniciativa de Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá. O mesmo iniciou a construção sem garantia de juros ou subvenções, praticamente às custas de suas finanças e de dinheiro de seus amigos. Os primeiros 49 km iam até Queimados. Sucessivamente foram inauguradas as estações de São Cristóvão e Sapopemba, atual Deodoro. Mais tarde, com a proclamação da República, passou a se chamar Estrada de Ferro Central do Brasil. Em 1957 é criada a Rede Ferroviária S.A.; e em 1998, surge o consórcio SuperVia - Concessionária de Transportes Ferroviários S.A.
No dia 02 de dezembro de 1878 é inaugurada a estação de trem de Campo Grande, no mesmo dia em que a estação de Santa Cruz também foi inaugurada. A de Santa Cruz permaneceu até 1910 como ponta de linha do ramal. Nesse mesmo ano foi aberto o trecho seguinte, até o município de Itaguaí, que em 1914 foi prolongado até o município de Mangaratiba.
Até a década de 1930, houve pouca modernização com relação aos trens. Estipulavam que, com a eletrificação dos trens, aumentaria a capacidade de mais passageiros por hora, além de mais conforto e segurança para os usuários. Somente em 1935 foi assinado o contrato de eletrificação das linhas , tendo início em 1936, com a energia elétrica fornecida pela Light & Power. A viagem experimental aconteceu em 21/12/1936, entre Madureira e São Cristóvão. Em 10/07/1937 ocorreu a entrada em operação dos trens elétricos, da estação de D.Pedro II até Madureira. O serviço se estendeu até Bangu e o município de Nova Iguaçu, em 1938.
Somente em 19/04/1944, a eletrificação chega ao trecho Bangu - Campo Grande, e em 10/11/1945, o trecho Campo Grande- Matadouro.
Abaixo, segundo o historiador Benedicto Freitas, o trem que provavelmente inaugurou as estações dos bairros de Campo Grande e Santa Cruz.
Assim, o transporte ferroviário acabou impulsionando a transformação desta região tipicamente rural, facilitando o acesso a outros pontos da cidade.
Abaixo, uma lista com as datas de inauguração de estações e distâncias em relação à Estação 🚉 de D. Pedro II:
LOCAL. DISTÂNCIA. DATA DE CRIAÇÃO
Deodoro 22.056 km 08.03.1858
Vila Militar 24,2 km 01.08.1910
Magalhães Bastos 25,1 km 1914
Realengo 27,4 km 02.12.1878
Bangu 31,8 km 01.05.1890
S. Camará 33,2 km 01.07.1923
Santíssimo 35,9 km 23.11.1890
S. Vasconcelos 39,0 km 07.11.1914
Campo Grande 41,6 km 02.12.1878
Inhoaíba (ex- 45,3 km 01.10.1912
Trindade)
Paciência 49,3 km 01.07.1897
Santa Cruz 54,8 km 1878
Matadouro 56,5 km 01.01.1884
Itaguaí 75,7 km 04.11.1910
Coroa Grande 78,7 km 14.11.1911
Itacuruçá 81,2 km 14.11.1911
Muriqui 85,0 km 05.11.1914
P. Praia Grande 88,2 km 07.11.1914
Ibicuí 95,2 km 23.08.1920
Eng° Junqueira 98,8 km 07.11.1914
Mangaratiba 103,2 km 07.11.1914
Fonte: Estações (Ferrovias do Brasil, IBGE, 1956).
A eletrificação acabou não passando de Santa Cruz e Matadouro, com os trechos para Mangaratiba possuindo trens puxados por locomotivas 🚂 a vapor, e à partir de 1950, por diesel. Muitos apontam que esse fato foi fundamental para o fim do famoso "Macaquinho ", em 1983, apelido do trem que ia de Santa Cruz a Mangaratiba.
Acima a primeira estação de trem de Campo Grande, construída após a criação do ramal para o curato de Santa Cruz.
Fonte: (Jornal Zona Oeste, Edição Especial, n°857. 1992)
Fontes consultadas:
Rumo ao Campo Grande por trilhas e caminhos. José Nazareth de Souza Fróes e Odaléa Ranauro Enseñat Gelabert. Segunda edição - 2005
A inusitada trajetória de uma igreja centenária - Gilson do Carmo Batista. Primeira edição - 2012.











