segunda-feira, 30 de maio de 2022

O Supercampeão Campo Grande

 

O Campo Grande Atlético clube, o Campusca, possui alguns títulos importantes em sua trajetória,  com destaque para a Taça de Prata de 1982.
Porém, um outro título muito relevante na galeria do Galo da Zona Oeste é o de Supercampeão do Departamento Autônomo de 1956.
Acima, a escalação do time supercampeão: em pé, Castilho, Jorginho, Chico Neto, Wilson Pato, Dionísio, Zezé, Missinho, Mineiro (técnico) e Paulo (massagista); agachados, Harley, Naldo, Daizinho,  Leozil, Mitingo, Walter e Mário.

Fonte consultada: Vai dar Zebra, de José Rezende e Raymundo Quadros 

terça-feira, 24 de maio de 2022

O topônimo "Campo Grande "

 

Topônimo corresponde ao nome geográfico próprio da região, cidade, lugar ou afins, sendo também a origem de um nome geográfico, bem como sua evolução. 
O nome "Campo Grande ", que hoje corresponde a um bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, possuiu alguns significados ao longo dos séculos, com conceitos bem definidos. Confira abaixo:

1 - O "campo grande ", extensa planície que desde remotas épocas ocupa grande parte do território onde seria fundada a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro em 1565;

2 - O Distrito de Campo Grande, território administrativo dependente da jurisdição da cidade de São Sebastião, logo após a sua fundação, teve início o primeiro processo de colonização com a doação de sesmarias;

3 - O Campo Grande, território da Freguesia de São Sebastião do Rio de Janeiro, criada em 1565, elevado a Curato de Nossa Senhora do Desterro do Campo Grande (1673), e a Freguesia Colada (1755);

4 - O bairro de Campo Grande, que teve sua origem por volta de 1796, num pequeno arraial que se formou em torno das obras para a construção da Matriz da Freguesia de Nossa Senhora do Desterro. 

Informações retiradas do livro "Nossa Senhora do Desterro de Campo Grande - A história de uma Freguesia do Arcebispado do Rio de Janeiro ", de José Nazareth de Souza Fróes. Rio de Janeiro, 2006

sexta-feira, 13 de maio de 2022

Manchete sobre preparação do Campo Grande para o Brasileirão de 1983

 

O Campo Grande Atlético clube, o Campusca da Zona Oeste, orgulha-se até hoje do título da Taça de Prata de 1982, o qual deu acesso à disputa de seu segundo e último campeonato brasileiro série A.
Acima, uma Manchete do ano de 1983 fazendo um raio X sobre o time que disputaria a principal competição nacional. 
Entre algumas informações, destacam-se: o jogador Pingo, como o craque do time; o anúncio de um novo técnico, o então jovem de 28 anos, Vanderlei Luxemburgo, iniciando sua relevante carreira de treinador; ficha sobre o elenco; além de alguns outros detalhes do clube.

Fonte consultada e imagem: túnel do tempo do Campo Grande Atlético clube. 

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Torcida do Campo Grande em ação no segundo jogo da final da Taça de Prata

 

Fonte: Jornal dos Sports, edição 16119, de 18/04/1982.

A conquista da Taça de Prata, pelo Campo Grande Atlético clube, no ano de 1982, veio depois de três partidas decisivas contra o CSA. A primeira partida ocorreu no dia 11 de abril, em Maceió, com vitória dos donos da casa por 4x3; o segundo jogo foi disputado no Ítalo Del Cima, em Campo Grande, com placar de 2x1 para o Galo 🐓 da Zona Oeste, no dia 18 de abril; e a última e decisiva partida ocorreu no dia 20 de abril, com uma grande vitória do Campusca por 3x0, coroando a conquista da Taça de Prata. 
A imagem acima mostra a torcida do Campo Grande, a "Torcida do Galo", fazendo festa no segundo jogo da decisão, disputado num domingo.
Segundo Pedro Henrique, na Fanzine "É dia de Campuscão! Hoje tem gol do Luisim!": 
"O segundo jogo da final da Taça de Prata estava marcado para às 17 horas de um domingo de sol no Subúrbio carioca do Rio de Janeiro. Porém, a festa começou bem antes do apito inicial com manifestações populares de apoio ao grande Galo da Zona Oeste. As ruas do entorno do estádio estavam decoradas pelas cores preto e branco e bandeiras de diferentes clubes cariocas fortaleciam a festa dos torcedores alvinegro. O Bloco Solta os Bichos, de Campo Grande, animou as ruas com bateria (seria um carnaval em abril já em 1982?)*... uma grata surpresa para a torcida do Campusca foi a presença da bandinha da torcida organizada do Bangu - Banluta  - que entrou na arquibancada para fortalecer no barulho e na percussão. Às 17 horas, a equipe do Campo Grande entrou no gramado e um foguetório organizado pela Torcida Galo, pela Cachimbo Grande, pelo Copo Grande e pela Torcida Jovem saúda o time e fazem pressão na equipe do CSA."
E a pressão e todo esse apoio da população valeu: duas vitórias no Ítalo Del Cima e o título nacional para o bairro da Zona Oeste. Campo Grande: campeão da Taça de Prata de 1982!

Imagem e fonte consultada: É dia de Campuscão! Hoje tem gol do Luisim!. Pedro Henrique Oliveira Gomes, Deriva dos Livros Errantes, 1° Edição. 
* parte acrescida por Carlos Eduardo de Souza. 

terça-feira, 19 de abril de 2022

Dadá Maravilha no Campusca

 

Dario, ou Dadá Maravilha, iniciou sua carreira no Campo Grande Atlético clube, o Galo da Zona Oeste, atuando entre os anos 1967 e 1968. Como o próprio jogador afirmou: "trabalhava na Light, fincando poste na rua. Comecei com 19 anos, no Campo Grande, jogando no juvenil. Antes, sequer chutava uma bola..."
Em 1968 foi contratado por um outro galo, o Atlético Mineiro. Ao todo, Dario defendeu 16 clubes em sua relevante carreira, se destacando como um dos maiores artilheiros do futebol brasileiro, conquistando muitos títulos, inclusive pela seleção brasileira, com a Copa do Mundo de 1970, no México.
Dadá Maravilha também é lembrado por suas  frases de efeito, como: "Somente três coisas param no ar: o beija-flor, o helicóptero e o Dadá"; "Com Dadá em campo não existe placar em branco"; "Não me venham com a problemática, porque tenho a solucionática"; "Não existe gol feio, feio é não fazer gol "; "Dadá se preocupou tanto em fazer gols que não teve tempo para aprender a jogar futebol", entre outras emblemáticas frases.


Acima, o "Peito de aço", o "Beija-flor ", ou o "Dadá Maravilha " em ação pelo Campo Grande, em 1967, contra o Olaria, pelo campeonato carioca. 

Imagens e fonte consultada: Vai dar Zebra, de José Rezende e Raymundo Quadros. 

quinta-feira, 14 de abril de 2022

Vanderlei Luxemburgo no Campo Grande

 

No ano de 1983, o até então pouco conhecido técnico de futebol, Vanderlei Luxemburgo, dava seus primeiros passos de sua relevante carreira de muitas conquistas. E foi no Campo Grande Atlético clube, o Campusca da Zona Oeste, que Luxemburgo começou a trilhar sua carreira vitoriosa. 
Na foto acima, o técnico encontra-se falando com os jogadores campo-grandenses, antes de um treino no estádio Ítalo Del Cima. Alguns identificados na imagem: a partir da esquerda, Luís Paulo, Orlando "Lelé", Jacenir, Pingo e, a direita de Vanderlei, o goleiro Sanches.

Imagem e fonte consultada: Vai dar Zebra, de José Rezende e Raymundo Quadros. 

terça-feira, 12 de abril de 2022

O antigo "surfe ferroviário"

 

Imagem: Programa Fantástico, 1997.


Entre as décadas de 1980 e 1990, era comum  avistar nas linhas férreas, cruzando a cidade do Rio de Janeiro, da Central ao Subúrbio, adolescentes e adultos, de forma bem irresponsável, se aventurarem numa prática que ficou conhecida como "surfe ferroviário". 

Os chamados "surfistas ferroviários", alegando a superlotação dos trens (porém, a ousadia e o prazer eram apontados como principal motivo) subiam nas "minhocas de metal", ou nos "Cara de lata", como os "surfistas de trilho" chamavam o trem, e assim começavam uma viagem que, em muitas ocasiões, acabava em tragédia, ou,  no "Zé Maria", a morte, para eles.   Os mesmos se arriscavam desviando de cabos elétricos, viadutos, sinais de tráfego, árvores, passarelas, entre outros obstáculos comuns para esses praticantes.

O apelido veio justamente das manobras e movimentos dos surfistas ferroviários, muito parecidos com a dos verdadeiros surfistas das praias da Zona Sul carioca.

Atualmente, é cena rara ver alguém ainda praticando essa atividade ousada, perigosa e mortal, que marcou as décadas citadas.

Fonte consultada: Diário do Rio.