sábado, 27 de junho de 2026

Fazendas e engenhos na região do atual bairro de Campo Grande

 

Acima uma parte do mapa da Capitania do Rio de Janeiro, referente a cidade do Rio de Janeiro, ano de 1767, com ênfase no que hoje seria parte da Zona Oeste do Rio, destacando áreas que hoje pertencem a bairros como Campo Grande e adjacências, Guaratiba, entre outros, mostrando fazendas, engenhos, rios, capelas, entre outros pontos importantes.
Na parte de cima, está a "Cerra de Jeresinó ", com a grafia da época, pertencente ao Maciço de Gericinó, onde localiza-se o suposto Vulcão do Mendanha, ou Vulcão de Nova Iguaçu; abaixo, dois rios: o Rio da Prata e o Rio Guandu Mirim; alguns engenhos e fazendas são destacados no mapa, como o Engenho do Mendanha, das Capoeiras, do Magarça, Lamarão, Marapicu, do Cabuçu, entre outros, além de algumas capelas espalhadas pela região, pontuadas no mapa.
Á época, a região era dividida e administrada sob a influência do sistema de doação de terras adotado por Portugal para defender e povoar as terras descobertas pelos seus conquistadores, denominada Sesmarias. Essas sesmarias poderiam ser patrimoniais ou particulares. As Patrimoniais dependiam de ordem régia para suas fundações; as particulares eram destinadas ao povoamento e desenvolvimento econômico da região, doadas sem nenhum ônus, exceto pagamento de dízimo à Ordem de Cristo.
Com o passar dos anos, as sesmarias foram se transformando em sítios, fazendas ou engenhos, como o mapa destaca acima, que acabaram passando a ser identificados pelo nome de seus proprietários ou pelos nomes dados aos pontos onde se localizavam.

Fonte consultada: Fróes, José Nazareth de Souza, 1928. Terras Realengas  - Rio de Janeiro, Conselho das Instituições de Ensino Superior da Zona Oeste, 2004.
Fonte da imagem: parte do mapa da Capitania do Rio de Janeiro, referente a cidade do Rio de Janeiro. Autor: Manuel Vieira Leão - 1767.

Nenhum comentário:

Postar um comentário