Campo Grande, Zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, completou mais um aniversário no mês de novembro. Com mais de 400 anos de história, o bairro, o mais populoso do Rio (segundo algumas pesquisas, do Brasil), que já foi Sertão Carioca, Zona Rural, hoje é considerado um subúrbio ou um subcentro com ritmo frenético, com vai e vem incessante de pessoas e veículos, além do comércio, dos shoppings, das indústrias e do setor imobiliário, mas que ainda preserva bolsões agrícolas, como Mendanha, Rio da Prata, entre outros.
O bairro que já foi da cana de açúcar, dos cafés, da laranja, dos bondes, atualmente é atrelado às transformações socioespaciais, ditadas pelo progresso na região.
No bairro de Campo Grande, entre outros vários chamados sub bairros, está o de Vila Nova. Atravessado pela estrada Santa Maria, com saída para a Estrada do Campinho, muito movimentado, principalmente pelo comércio e pelos serviços, Vila Nova desperta muitas memórias afetivas de seus moradores, como o antigo supermercado Valente (antes, Formigão), cujo espaço, mesmo ocupado por outros estabelecimentos, ainda tem o nome lembrado pelos moradores; há também nas memórias o Armarinho do Seu Júlio, que "vendia de tudo", segundo os moradores, numa época em que existia certa dificuldade em encontrar determinados produtos; a Peixaria Central de Vila Nova, fundada em 1982, pelos senhores Joaquim, Adão e Agostinho, também ainda é uma referência, muito procurada, principalmente na Semana Santa, assim como a Confeitaria Central da Vila Nova, fundada em 1980, sendo um grande destaque do comércio local até hoje.
Vila Nova também do futebol, das "peladas " entre times locais, disputadas num campo no qual hoje encontra-se uma praça, com um coreto no centro; do tradicional Carnaval de rua, no centro da região, muito badalado nos dias de folia, com shows, desfiles de mascarados, entre outros, e que sempre atraiu muitas pessoas; do antigo Centro Pró-Melhoramentos de Vila Nova, que servia a localidade, oferecendo ensino de 1°e 2° graus, cursos técnicos, clínicas, entre outros serviços, com o local hoje sendo ocupado pela Escola Santa Bárbara. Vila Nova que já possuiu uma igreja católica brasileira (diferente da católica Romana), que localizava-se em frente à escola Embaixador Araújo Castro.
Vila Nova que já possuiu uma feirinha própria, hoje reduzida a alguns piucos vendedores. A localidade também tem como referência a sorveteria Sobel, desde 1991 sendo uma “marca” quando se lembra de Vila Nova. Segundo pesquisas, até um cinema a localidade já possuiu, na verdade uma pequena sala de projeção.
E ultimamente, até uma Corrida de Rua vem sendo organizada com o nome do sub bairro, resgatando e mantendo o sentimento de pertencimento local.
E assim, Vila Nova se propaga na memória do bairro de Campo Grande, tendo sua própria corrida, com suas próprias histórias, seus espaços, seguindo seu caminho.
Ilustração: Elder Veríssimo Sodré.
Algumas informações: Instagram cgmaiorbairrodoBrasil.


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