sexta-feira, 24 de maio de 2019

Quem foi Manoel Mendes Branco?

    Quem passa próximo à subida do Viaduto Alim Pedro, em Campo Grande, ao olhar para o jardim de mesmo nome, localizado no "pé" do citado viaduto, tem a oportunidade de observar um monumento que homenageia uma figura muito importante da região: Manoel Mendes Branco.
     Filho de José Gonçalves Branco e Joaquina Mendes Branco, Manoel Branco nasceu no dia 14 de setembro de 1898, em Guimarães, Portugal, e faleceu no bairro de Campo Grande, no Rio de Janeiro, em 23 de novembro de 1960. Chegando ao Brasil, residiu no bairro de São Cristóvão. Mais tarde, foi morar em Campo Grande, trabalhando numa carpintaria e marcenaria na Rua Coronel Agostinho, atual Calçadão de Campo Grande. 
     Manoel Branco abriu seu próprio negócio, uma casa funerária e com artigos religiosos. No mesmo bairro, conheceu Farides José Audi, uma libanesa cujos pais não aprovaram o relacionamento, fazendo, inclusive, a filha ir para a Argentina. Mas, como nos filmes de romance, depois de se comunicarem por cartas durante um certo tempo, o casamento foi contratado, sendo destaque num jornal local, ocorrendo em 25 de outubro de 1924, na Igreja de Nossa Senhora do Desterro. E o casamento saiu depois de uma ajuda providencial de outra figura conhecida no bairro, amiga do casal, que hoje dá nome à uma rua em Campo Grande: Olinda Ellis.
     Manoel Branco se destacou no bairro por tornar-se um dos principais organizadores de festas populares de grande significado,  como a de Santo Antônio, na curva do Matoso; a da igreja de Santana, nas Capoeiras, entre outras, além da questão de fogos de artifícios (pirotécnico). Conseguiu também, para seu compadre Comendador Serafim Sofia, a imagem de Santa Sofia, da qual o comendador era devoto.
      Em sua trajetória, colaborou muito também em outras esferas culturais, como na música, no esporte, na religiosidade (com destaque para a festa de Nossa Senhora de Fátima Peregrina, marcante em Campo Grande), na arte, ajudando inclusive o teatro Rural do Estudante, hoje a Lona Cultural Elza Osborne. 
      Por essas e outras, uma rua no sub bairro de Vila Nova, em Campo Grande, recebe o seu nome, e um busto (depois de reinaugurado) segue imponente na subida do Viaduto, homenageando mais um "filho" querido do bairro.

Foto: Carlos Eduardo de Souza 
Fonte consultada: As histórias dos monumentos do Rio. Blogspot.com.
Artigo baseado em informações fornecidas por Thereza Audi Branco Serra, filha de Manoel Branco. 

2 comentários:

  1. Bom dia Sr Carlos. Queria tirar uma dúvida, sou Rui, estou no Porto em Portugal - pode por gentileza contactar-me por email?

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  2. Boa noite, Rui Duarte. Muito obrigado pela visita ao blog. Segue meu email: carlosslash2003@yahoo.com.br

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