segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

O brasão de Campo Grande

Acima encontra-se o brasão do bairro de Campo Grande.

    Suas características são as seguintes: Escudo português; um galo de prata, símbolo do guerreiro valente, vigilante e destemido. Além disso, representa a prosperidade avícola da famosa Região Rural; a parte em azul apresenta as riquezas da agricultura do passado: café, cana e laranja; as estrelas destacam duas figuras importantes do bairro: Uma é Manuel de Barcellos Domingos (ou Domingues), um dos primeiros povoadores das terras de Campo Grande, homem ligado diretamente a possível criação da Freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Campo Grande; a outra figura ilustre é Francisco Freire Allemão Cisneiro, destacado professor e emérito botânico, nascido e falecido em Campo Grande (1797 - 1874); Na parte mais abaixo do brasão, nas laterais, duas datas importantes: 1673, representando a já citada possível data da criação da Freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Campo Grande (alguns historiadores apontam outras datas como sendo da criação da Freguesia de Campo Grande); e a outra, 1964, instalação da XVIII° Região Administrativa.

Texto adaptado por Carlos Eduardo de Souza.
Fonte de pesquisa: Damásio

domingo, 5 de novembro de 2017

Engenhos e escravidão em Campo Grande

Pequena moenda portátil (DEBRET, Viagem pitoresca e histórica ao Brasil).

    Em sua história, o Brasil passou por alguns chamados "ciclos" econômicos, baseados em produções e/ou extrações de um determinado produto, praticamente centralizando a base econômica do país. Boa parte dos historiadores costumam considerar  três grandes "ciclos" econômicos nacionais: cana-de-açúcar, mineração e café.
    A cana-de-açúcar foi o primeiro grande ciclo (por mais que alguns considerem a exploração do Pau-Brasil como pioneiro), centrada numa produção denominada plantation, possuindo as seguintes características: monocultura (cultivo baseado em um só produto), produção feita em latifúndios, voltada para o mercado externo e utilização de mão de obra escrava.
    Na região do Campo Grande, que se estendia além dos atuais limites do bairro, a produção de cana-de-açúcar também teve seu destaque. Com o desenvolvimento da lavoura canavieira na localidade, aproximadamente entre a segunda metade do século XVII e princípio do século XVIII, houve o crescimento e surgimento de fazendas e engenhos, com a Freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Campo Grande chegando a apresentar, nesse período, 14 engenhos de açúcar, sendo o maior nos limites atuais do bairro.
    No ano de 1797, a composição espacial e populacional do bairro era a seguinte:
    Bairro de Campo Grande, ano 1797 - 14 engenhos; 357 fogos; população: 3.566; população livre: 1.562; população escrava: 2.004. Do total de escravos, 873 pertenciam a grandes proprietários. Com relação ao assunto, em Campo Grande viveu um poderoso Senhor de escravos e grande produtor de açúcar e aguardente, o Sargento-Mor Luiz Vieira Mendanha, sendo o primeiro proprietário da Fazenda do Mendanha.
    É bom observar que fogos, como está citado acima, era o mesmo que família, domicílio, núcleo conjugal, casas de residência, vizinhança ou algo parecido. 
    Já no ano de 1824, a estatística das pessoas residentes na Freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Campo Grande era de 530 fogos e 5.200 pessoas. (Fonte: Livro da desobriga, livro n° 15 - Visitador Presbítero Secular Luiz Pereira Duarte; Padre Antônio Roiz do Valle).
   A seguir, uma lista de engenhos/fazendas na localidade de Campo Grande e adjacências.
   
 Engenho do Viegas
        ||          do Mendanha
        ||          da Mata da Paciência
        ||          do Cabuçu
        ||          do Lamarão
        ||          da Piraquara
        ||          de Bangu 
        ||          do Retiro
        ||          de Juary
        ||          de Inhoaíba
        ||          das Capoeiras
        ||          dos Coqueiros
        ||          do Rio da Prata
        ||          do Guandu
        ||          de Palmares
        ||          do Campinho
        ||          do Tingui
    
    Nessa época, existia uma relação entre o Senhor de Engenho e o lavrador, conhecido como partidista. O partidista possuía uma obrigação de levar as canas para o engenho do Senhor, a "fábrica de açúcar".  As famílias partidistas em Campo Grande representavam um número expressivo na população da região, ajudando em muito nas produções e exportações de açúcar, aguardente, feijão, arroz, café, entre outros. Segundo dados, habitavam na região do Campo Grande, à época, cerca de 210 famílias partidistas, com algumas  possuindo escravos, com cerca de 71,43% destas produzindo cana com até 3 escravos.
    É essencial lembrar que o termo "exportação" mencionado refere-se às vendas para outras freguesias, e não necessariamente para outros países.
    O partidista tinha uma relação talvez não tão distante dos meeiros e arrendatários no meio rural brasileiro atual, no qual o primeiro firma um acordo com o dono da terra, em que metade da produção fica com o proprietário, e outra metade com o tal meeiro, parceiro; já o arrendatário é aquele que paga uma espécie de aluguel para produzir em terras de outros proprietários.
    O número de escravos em cada engenho na região do Campo Grande variava, com alguns proprietários de terras possuindo 1 escravo, como Francisco de Almeida e sua mulher Francisca Tereza, no Engenho de Piraquara, enquanto Mariano Carneiro, proprietário do Engenho/Fazenda de Inhoaíba, possuindo 154 escravos. Alguns engenhos também se destacavam com número alto de escravos, como o do Rio da Prata, com 91; o do Cabuçu, com 112, e das Capoeiras, com 88. Além de escravos, esses engenhos/fazendas também eram compostos de pequenos proprietários, agregados, entre outros.
    Alguns ex-escravos tornaram-se proprietários de terra na região, com seus descendentes vindo a ser, consequentemente, proprietários de sítios e fazendas. Abaixo um registro sobre o assunto:

    Livro n°1 do Juiz de Paz de Campo Grande - Arquivo da cidade do Rio de Janeiro, Códice 45.3.4, página 208 v:
    "Doação que faz Pedro de Azevedo, preto forro de Nação e sua mulher Izabel Roza, preta forra de Nação, a Filizardo Alves Pinto - preto, de terras arrendadas na Fazenda do Guandu, no lugar chamado Quitungo, etc..."
    Observa-se ser destacada a questão da cor da pele das pessoas, somente quando eram negras, não ocorrendo quando eram brancas. Também fazia-se referência à condição de ex-escravo.
    No bairro de Inhoaíba, vizinho aos limites atuais do bairro de Campo Grande, existe um monumento a Preto Velho, inaugurado no aniversário dos 70 anos da libertação dos escravos, em 1958. Criado por Miguel Pastor, é considerado o primeiro monumento/homenagem em reconhecimento à simbologia da religião afro-brasileira, feito em espaço público.
     Foto. Fonte: Carlos Eduardo de Souza
Foto. Fonte: site As histórias dos monumentos do Rio de Janeiro.

    A imagem homenageia Paizinho Quincas, Joaquim Manuel da Silva, escravo muito popular na região, devido a sua moral e conduta. Segundo fontes, viveu 109 anos, falecendo em 1963. O bairro de Campo Grande também possui um posto de gasolina, localizado na Estrada do Campinho, conhecido como Posto Preto Velho.

Fontes consultadas:
FRÓES, José Nazareth, GELABERT, Odaléa Ranauro. Rumo ao Campo Grande por trolhas e caminhos. Rio de Janeiro. 2004.
Revista do arquivo geral da cidade do RJ - A Zona Oeste colonial e os mapas de população de 1797.

  


 


sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Campo Grande: o bairro mais populoso do Brasil?

Imagem. Fonte: www.chaourbano.com.br

    Campo Grande, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, é um dos  mais prósperos do município na atualidade. Além disso, também é conhecido por ser o mais populoso da cidade, com 336.484 habitantes (2015). Não chega a ser um dos mais povoados, já que aí se trata de densidade demográfica, ou número de habitantes por Km2. 
    Porém, segundo o blog Geofision, em "Mar de gente", o bairro carioca não só é o mais populoso do Rio, mas também do Brasil. É bom lembrar que os bairros pesquisados são os oficiais, criados pelas prefeituras para a administração dos municípios, sendo o IBGE responsável de divulgar a delimitação dos bairros brasileiros.
    Abaixo, a lista dos dez bairros mais populosos do Brasil, segundo o blog Geofision.
    Imagem. Fonte: Blog Geofision
   
    Assim, segundo este levantamento, Campo Grande justifica seu nome, sendo grande em extensão, e inclusive, de população, podendo ser confundido com uma verdadeira cidade, com estruturas ou características (em alguns sentidos) que chegam a ser mais destacadas do que as de algumas capitais de estados do Brasil. Não à toa, em 1968, o bairro recebeu o título de "Cidade honorária", recebido pelo então estado da Guanabara, comprovando, já naquela época, a dimensão (não só física) de destaque do bairro.
   

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Da Rodoviária de Campo Grande se vai ao longe...

Foto. Fonte: onibusemdebate.blogspot.com.br  Edvaldo Gonçalves.

    O bairro de Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro, praticamente começa a marcar sua trajetória, em termos de transportes, no ano de 1878, com a implantação de uma estação de Ferro D. Pedro II. Logo depois vieram os bondes, puxados a burro, e os elétricos. Mais a frente, os ônibus passam também a circular no bairro. Abaixo, foto de um modelo chamado Lotação.

Foto. Fonte: face antigo Campo Grande

    Com o aumento do fluxo de pessoas no bairro, deslocando-se para vários pontos de Campo Grande, da cidade do Rio e para outros municípios, caracterizando a migração pendular (ida e volta diária de trabalhadores, estudantes e outros), teve-se a necessidade da criação de uma rodoviária.
    Criado em 1979, o Terminal Rodoviário de Campo Grande veio a atender (pelo menos teoricamente) esta necessidade da população do bairro e adjacências. Localizado na Rua Aurélio de Figueiredo, sendo uma estrutura terminal de ônibus urbanos e rodoviários, este proporciona viagens para a própria Zona Oeste, outras regiões da cidade, outros municípios do estado do Rio de Janeiro e inclusive para outro estado.
    Sua estrutura foi reformada em 1988, mas a Rodoviária é alvo constante de reclamações por parte dos moradores, devido à falta de manutenção, lixo, moradores de rua, mau cheiro, entre outras.
    Mesmo assim, Campo Grande pode se orgulhar de possuir uma rodoviária que permite ligações e fluxos para tão longe, sendo um dos poucos locais do Município do Rio com essa possibilidade, já que, com exceção da Rodoviária Novo Rio, considerada a principal da cidade, a Alvorada, na Barra da Tijuca, e outra na Praça Mauá (que são outras conhecidas), o bairro da Zona Oeste consegue ser um dos principais pontos de idas e vindas de milhares de pessoas, todos os dias, de diversos pontos.
   

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

O Comendador da Zona Oeste

    "Comendador é aquele que recebe uma condecoração honorífica de ordem militar, política ou eclesiástica, sendo agraciado com um benefício. Assim, o título é oferecido às pessoas que se destacam por ajudar a engrandecer a sociedade, seja por trabalhos ou influências sociais, econômicas e políticas."
    O bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, entre outras figuras ilustres da região, foi testemunha da presença de um grande comendador: o Comendador Sofia. Nascido em Portugal, Serafim Moreira da Silva ficou conhecido como Comendador Serafim Sofia. Comendador porque recebeu esse título do Papa, por ter prestado serviços à igreja; Sofia, por ser devoto de Santa Sofia, devoção esta relacionada à uma promessa que teria feito por escapar de um naufrágio, segundo fontes.

Foto. Fonte: biblioteca cm gondomar. pt

    Inclusive, ele foi o responsável pela construção da igreja de Santa Sofia, em Cosmos, como pagamento da tal promessa.

Foto. Igreja de Santa Sofia em Cosmos há muitas décadas. Fonte: Livro Tricentenário de Campo Grande (Poema histórico) - Serafim Sofia (do Instituto Campograndense de Cultura).
 
    O também escritor e joalheiro Serafim Sofia foi benemérito de Cosmos, sendo samba-enredo de 2008 do Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Cosmos, escola de samba que, inclusive, ele mesmo ajudou a fundar em 1948. Foi fundador também do Esporte Clube (Sporte Club) Rosita Sofia, conhecido como o time do Comendador, com o estádio recebendo o nome de Serafim Sofia. O nome do clube, provavelmente, foi inspirado na patrona do clube, a sua filha Rosa Moreira Sofia (Rosita, na intimidade). Porém, o clube não possuía uma boa fama, pois era considerado quase um saco de pancadas dos campeonatos do Departamento autônomo da Federação Metropolitana de Futebol, então Distrito Federal (Rio de Janeiro).
 
Foto. Fonte: cacellain.com.br/blog

    Um de seus filhos foi o famoso morador de Campo Grande, Adelino Moreira, autor de vários sucessos interpretados por grandes cantores, como "A volta do boêmio", "Negue", "Fica comigo esta noite" e uma saudando o bairro de Campo Grande e adjacências, "Meu bairro". Nesta última, há uma estrofe em que é citado o clube do comendador: 
    "Campo Grande, Rosita Sofia,
     Cosmos do meu coração..."
    O comendador tem em seu "currículo" vários feitos importantes: em 1945 instituiu a campanha "copo de leite e pão com manteiga", abrangendo as crianças de Cosmos; em 1946, manda construir a Escola Rosita Sofia; também constrói um posto de saúde.

Foto: Escola primária Rosita Sofia, no dia de sua inauguração, na Rua Guarujá, 16 - Cosmos.
Fonte: Livro Tricentenário de Campo Grande - Serafim Sofia

    Como já citado, o também escritor Sofia publicou obras muito interessantes, como o "Tricentenário de Campo Grande (Poema histórico), no qual o Comendador descreve o bairro de Campo Grande, a Zona Oeste, figuras importantes da região, entre outros pontos, com uma poesia elegante de tirar o chapéu.


     Em uma matéria do Jornal dos Sports, de 20 de setembro de 1945, destaca-se a figura do Comendador Serafim Sofia, o qual foi entrevistado em  Cosmos, envolvido em vários empreendimentos na região. Um dos trechos da entrevista destaca: 
    "Diante do que vem sucedendo, precisávamos satisfazer a curiosidade dos nossos leitores e dos amigos e admiradores do Comendador Serafim Sofia(...)Lá chegados (em Cosmos), uma agradável surpresa nos aguardava. Aquele subúrbio atraente, bucólico, que conheceramos há alguns meses atrás, por ocasião do almoço oferecido pelo Comendador Serafim Sofia à crônica esportiva, escrita e falada na cidade(...)Surgindo aos olhos deslumbrados dos visitantes como uma cidade em construção. Tudo se agita febrilmente numa ânsia incontida de progresso..."
    Nesse mesmo trecho, a matéria destaca uma praça "caprichosamente" traçada, uma outra praça, a de esportes do E.C. Rosita Sofia, a igreja de Santa Sofia e um palacete, tudo isso sob a "tutela" do Comendador. Em outro trecho da mesma matéria, o jornal destaca a figura importante do comendador "consagrado industrial e desportista luso-brasileiro, que, no intuito de incentivar a produção industrial nacional, resolveu prestigiar a Frigoríficos Brasil S/A, inscrevendo-se como um de seus incorporadores."
Foto. Fonte: memorias.bn.br

    Uma viação que por muito tempo foi referência na Zona Oeste, extinta em 2010, teve seu nome ligado ao Comendador: a empresa de transporte urbano Santa Sofia. Inaugurada em 1963, tendo um dos sócios-fundadores Agostinho Gonçalves Maia, que se tornaria um dos grandes empresários do ramo, a empresa chegou a ser considerada uma das maiores empresas de ônibus do município do Rio de Janeiro. 
 Foto ônibus Santa Sofia. Fonte: Cia de ônibus - Acervo Sydney Junior

    Em seu livro "Tricentenário de Campo Grande (Poema histórico)", Serafim Sofia descreve que mesmo não sendo o dono nem fundador, o seu envolvimento com a empresa sempre foi forte:
    "De ano a ano, ao sexto dia de dezembro
     eu, que pouco tinha a ver com a jogada, 
    convidava alguns da Empresa, inda me lembro, 
    e era um tal de se almoçar bacalhoada. 
    Da Empresa não cheguei nunca a ser membro, 
    porém, lembro que quando ela foi fundada 
   convidado eu fui pra ser seu Presidente 
   e não quis porque julguei-me incompetente."  Pag. 122

    Ainda sobre o livro, o comendador ressalta sua devoção à Santa Sofia, fazendo relação desta com a empresa de ônibus:
    "Ao fundar-se a Viação Santa Sofia
     fez-se em Cosmos o seu ponto de seção
     bem em frente à nossa igreja, porque havia
     pra fazê-lo um bom motivo - alta razão...
     É que a Santa desse templo era a Sofia
     que o seu nome honrado teve na Viação
    sendo a igreja em tempos idos construída
    por alguem que amou seu nome toda a vida." Pag.120

Um aniversário da Viação Santa Sofia festejado em casa do Comendador Serafim Sofia. Dona Elza escuta ler uma poesia de autoria de Serafim Sofia. Tricentenário de Campo Grande. Pag. 121
    
    Carismático, empreendedor, poeta, entre outras qualidades, Serafim Sofia era querido por muitos, fato comprovado em seu próprio livro, em que, Amy Barbosa Costa, em um gesto de apreciação pelo Comendador, descreve: 
    "Comendador Serafim Sofia, alegria de muitos, amigo de todos, o mundo acabou aprendendo a render homenagens aos homens de valor, tenha pois a certeza, que nossa área, de coração na mão, também sabe reconhecer um dos maiores benfeitores da Zona Oeste,
                             O imortal Comendador Serafim Sofia"
Foto pertencente ao livro já citado.

   

   


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Hino do Galo da Zona Oeste

https://youtu.be/5ywHKzFFu2o





    Acima está o hino do Campo Grande Atlético Clube, o galo da Zona Oeste, fundado em 13 de junho de 1940. O mascote do clube, o galo, pode ter duas explicações: Uma, por ter sido fundado no dia 13, número do galo no jogo do bicho; a outra, por ter sido o 13° clube a se inscrever na federação, ou a se filiar. Nesse caso, de novo o número 13 do galo.
    O seu hino é dos autores Abel da Silva Jorge e Manoel José Moreira, Segundo Sílvio Alves.

HINO DO CAMPO GRANDE ATLÉTICO CLUBE

    Campo Grande, fabuloso Campo Grande
    Grande também é o teu valor
    Representante da Zona Rural
    Cabal, denodado e empreendedor

    Em tantas outras plagas tens vitórias
    És detentor de títulos e glórias
    Campo Grande, Campo Grande
    Campeão desde os tempos de amador!

    Avante Campo Grande, entre os grandes
    Demonstra tua fibra, teu fulgor
    Para gáudio da torcida
    Que grita, aplaude e vibra
    E idolatra seus atletas com fervor

    Em tantas outras plagas tens vitórias
    És detentor de títulos e glórias
    Campo Grande, Campo Grande
    Campeão desde os tempos de amador!









segunda-feira, 17 de julho de 2017

Homenagem a Rocha Faria

Hospital Rocha Faria, ano da inauguração. Fonte: face Antigo Campo Grande

    Localizado próximo ao calçadão de Campo Grande, centro comercial do bairro, entre a Rua Augusto Vasconcelos e a Avenida Cesário de Melo, o Hospital Rocha Faria foi inaugurado em 1940, sob a gestão do então prefeito Henrique Dodsworth.
    O nome do hoje hospital municipalizado é uma homenagem a Benjamin Antônio da Rocha Faria Junior, nascido em 1853, e vindo a falecer em 1936. Graduado em medicina, o Dr. Rocha faria começou clinicando em subúrbios. Ao longo de sua carreira, obteve o cargo de professor adjunto de higiene e história da medicina; mais tarde, nomeado inspetor-geral de higiene pública; foi também presidente do Conselho Municipal de higiene e Assistência Pública; membro titular da Academia Nacional de Medicina, entre outros méritos, cargos e títulos.
  
 Hospital Rocha Faria na década de 1960. Fonte: Jornal Zona Oeste, edição especial, 1998.

     Pode-se afirmar que o Hospital Rocha Faria é um símbolo de Campo Grande e, apesar dos grandes problemas da saúde pública do Rio de Janeiro e do Brasil, este continua sendo uma referência para a população da Zona Oeste.

Fonte utilizada: www.amn.org.br/conteudo