segunda-feira, 14 de agosto de 2017

O Comendador da Zona Oeste

    "Comendador é aquele que recebe uma condecoração honorífica de ordem militar, política ou eclesiástica, sendo agraciado com um benefício. Assim, o título é oferecido às pessoas que se destacam por ajudar a engrandecer a sociedade, seja por trabalhos ou influências sociais, econômicas e políticas."
    O bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, entre outras figuras ilustres da região, foi testemunha da presença de um grande comendador: o Comendador Sofia. Nascido em Portugal, Serafim Moreira da Silva ficou conhecido como Comendador Serafim Sofia. Comendador porque recebeu esse título do Papa, por ter prestado serviços à igreja; Sofia, por ser devoto de Santa Sofia, devoção esta relacionada à uma promessa que teria feito por escapar de um naufrágio, segundo fontes.

Foto. Fonte: biblioteca cm gondomar. pt

    Inclusive, ele foi o responsável pela construção da igreja de Santa Sofia, em Cosmos, como pagamento da tal promessa.

Foto. Igreja de Santa Sofia em Cosmos há muitas décadas. Fonte: Livro Tricentenário de Campo Grande (Poema histórico) - Serafim Sofia (do Instituto Campograndense de Cultura).
 
    O também escritor e joalheiro Serafim Sofia foi benemérito de Cosmos, sendo samba-enredo de 2008 do Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Cosmos, escola de samba que, inclusive, ele mesmo ajudou a fundar em 1948. Foi fundador também do Esporte Clube (Sporte Club) Rosita Sofia, conhecido como o time do Comendador, com o estádio recebendo o nome de Serafim Sofia. O nome do clube, provavelmente, foi inspirado na patrona do clube, a sua filha Rosa Moreira Sofia (Rosita, na intimidade). Porém, o clube não possuía uma boa fama, pois era considerado quase um saco de pancadas dos campeonatos do Departamento autônomo da Federação Metropolitana de Futebol, então Distrito Federal (Rio de Janeiro).
 
Foto. Fonte: cacellain.com.br/blog

    Um de seus filhos foi o famoso morador de Campo Grande, Adelino Moreira, autor de vários sucessos interpretados por grandes cantores, como "A volta do boêmio", "Negue", "Fica comigo esta noite" e uma saudando o bairro de Campo Grande e adjacências, "Meu bairro". Nesta última, há uma estrofe em que é citado o clube do comendador: 
    "Campo Grande, Rosita Sofia,
     Cosmos do meu coração..."
    O comendador tem em seu "currículo" vários feitos importantes: em 1945 instituiu a campanha "copo de leite e pão com manteiga", abrangendo as crianças de Cosmos; em 1946, manda construir a Escola Rosita Sofia; também constrói um posto de saúde.

Foto: Escola primária Rosita Sofia, no dia de sua inauguração, na Rua Guarujá, 16 - Cosmos.
Fonte: Livro Tricentenário de Campo Grande - Serafim Sofia

    Como já citado, o também escritor Sofia publicou obras muito interessantes, como o "Tricentenário de Campo Grande (Poema histórico), no qual o Comendador descreve o bairro de Campo Grande, a Zona Oeste, figuras importantes da região, entre outros pontos, com uma poesia elegante de tirar o chapéu.


     Em uma matéria do Jornal dos Sports, de 20 de setembro de 1945, destaca-se a figura do Comendador Serafim Sofia, o qual foi entrevistado em  Cosmos, envolvido em vários empreendimentos na região. Um dos trechos da entrevista destaca: 
    "Diante do que vem sucedendo, precisávamos satisfazer a curiosidade dos nossos leitores e dos amigos e admiradores do Comendador Serafim Sofia(...)Lá chegados (em Cosmos), uma agradável surpresa nos aguardava. Aquele subúrbio atraente, bucólico, que conheceramos há alguns meses atrás, por ocasião do almoço oferecido pelo Comendador Serafim Sofia à crônica esportiva, escrita e falada na cidade(...)Surgindo aos olhos deslumbrados dos visitantes como uma cidade em construção. Tudo se agita febrilmente numa ânsia incontida de progresso..."
    Nesse mesmo trecho, a matéria destaca uma praça "caprichosamente" traçada, uma outra praça, a de esportes do E.C. Rosita Sofia, a igreja de Santa Sofia e um palacete, tudo isso sob a "tutela" do Comendador. Em outro trecho da mesma matéria, o jornal destaca a figura importante do comendador "consagrado industrial e desportista luso-brasileiro, que, no intuito de incentivar a produção industrial nacional, resolveu prestigiar a Frigoríficos Brasil S/A, inscrevendo-se como um de seus incorporadores."
Foto. Fonte: memorias.bn.br

    Uma viação que por muito tempo foi referência na Zona Oeste, extinta em 2010, teve seu nome ligado ao Comendador: a empresa de transporte urbano Santa Sofia. Inaugurada em 1963, tendo um dos sócios-fundadores Agostinho Gonçalves Maia, que se tornaria um dos grandes empresários do ramo, a empresa chegou a ser considerada uma das maiores empresas de ônibus do município do Rio de Janeiro. 
 Foto ônibus Santa Sofia. Fonte: Cia de ônibus - Acervo Sydney Junior

    Em seu livro "Tricentenário de Campo Grande (Poema histórico)", Serafim Sofia descreve que mesmo não sendo o dono nem fundador, o seu envolvimento com a empresa sempre foi forte:
    "De ano a ano, ao sexto dia de dezembro
     eu, que pouco tinha a ver com a jogada, 
    convidava alguns da Empresa, inda me lembro, 
    e era um tal de se almoçar bacalhoada. 
    Da Empresa não cheguei nunca a ser membro, 
    porém, lembro que quando ela foi fundada 
   convidado eu fui pra ser seu Presidente 
   e não quis porque julguei-me incompetente."  Pag. 122

    Ainda sobre o livro, o comendador ressalta sua devoção à Santa Sofia, fazendo relação desta com a empresa de ônibus:
    "Ao fundar-se a Viação Santa Sofia
     fez-se em Cosmos o seu ponto de seção
     bem em frente à nossa igreja, porque havia
     pra fazê-lo um bom motivo - alta razão...
     É que a Santa desse templo era a Sofia
     que o seu nome honrado teve na Viação
    sendo a igreja em tempos idos construída
    por alguem que amou seu nome toda a vida." Pag.120

Um aniversário da Viação Santa Sofia festejado em casa do Comendador Serafim Sofia. Dona Elza escuta ler uma poesia de autoria de Serafim Sofia. Tricentenário de Campo Grande. Pag. 121
    
    Carismático, empreendedor, poeta, entre outras qualidades, Serafim Sofia era querido por muitos, fato comprovado em seu próprio livro, em que, Amy Barbosa Costa, em um gesto de apreciação pelo Comendador, descreve: 
    "Comendador Serafim Sofia, alegria de muitos, amigo de todos, o mundo acabou aprendendo a render homenagens aos homens de valor, tenha pois a certeza, que nossa área, de coração na mão, também sabe reconhecer um dos maiores benfeitores da Zona Oeste,
                             O imortal Comendador Serafim Sofia"
Foto pertencente ao livro já citado.

   

   


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Hino do Galo da Zona Oeste

https://youtu.be/5ywHKzFFu2o





    Acima está o hino do Campo Grande Atlético Clube, o galo da Zona Oeste, fundado em 13 de junho de 1940. O mascote do clube, o galo, pode ter duas explicações: Uma, por ter sido fundado no dia 13, número do galo no jogo do bicho; a outra, por ter sido o 13° clube a se inscrever na federação, ou a se filiar. Nesse caso, de novo o número 13 do galo.
    O seu hino é dos autores Abel da Silva Jorge e Manoel José Moreira, Segundo Sílvio Alves.

HINO DO CAMPO GRANDE ATLÉTICO CLUBE

    Campo Grande, fabuloso Campo Grande
    Grande também é o teu valor
    Representante da Zona Rural
    Cabal, denodado e empreendedor

    Em tantas outras plagas tens vitórias
    És detentor de títulos e glórias
    Campo Grande, Campo Grande
    Campeão desde os tempos de amador!

    Avante Campo Grande, entre os grandes
    Demonstra tua fibra, teu fulgor
    Para gáudio da torcida
    Que grita, aplaude e vibra
    E idolatra seus atletas com fervor

    Em tantas outras plagas tens vitórias
    És detentor de títulos e glórias
    Campo Grande, Campo Grande
    Campeão desde os tempos de amador!









segunda-feira, 17 de julho de 2017

Homenagem a Rocha Faria

Hospital Rocha Faria, ano da inauguração. Fonte: face Antigo Campo Grande

    Localizado próximo ao calçadão de Campo Grande, centro comercial do bairro, entre a Rua Augusto Vasconcelos e a Avenida Cesário de Melo, o Hospital Rocha Faria foi inaugurado em 1940, sob a gestão do então prefeito Henrique Dodsworth.
    O nome do hoje hospital municipalizado é uma homenagem a Benjamin Antônio da Rocha Faria Junior, nascido em 1853, e vindo a falecer em 1936. Graduado em medicina, o Dr. Rocha faria começou clinicando em subúrbios. Ao longo de sua carreira, obteve o cargo de professor adjunto de higiene e história da medicina; mais tarde, nomeado inspetor-geral de higiene pública; foi também presidente do Conselho Municipal de higiene e Assistência Pública; membro titular da Academia Nacional de Medicina, entre outros méritos, cargos e títulos.
  
 Hospital Rocha Faria na década de 1960. Fonte: Jornal Zona Oeste, edição especial, 1998.

     Pode-se afirmar que o Hospital Rocha Faria é um símbolo de Campo Grande e, apesar dos grandes problemas da saúde pública do Rio de Janeiro e do Brasil, este continua sendo uma referência para a população da Zona Oeste.

Fonte utilizada: www.amn.org.br/conteudo

domingo, 9 de julho de 2017

A igreja "avó" e "casamenteira" de Campo Grande

  Foto da antiga capela de Sant'Ana, construída a mais de 100 metros da Estrada do Mendanha, em Capoeiras. Fonte: Fotógrafo Vieira - com adaptações.

    O mês de julho é marcado pelas conhecidas festas julinas, com suas quadrilhas, comidas típicas, entre outras características. Além disso, este mês  também é lembrado por ser o mês dos avós, já que, no dia 26 deste, segundo a tradição católica, comemora-se o dia de Sant'Ana e São Joaquim, pais de Maria, consequentemente, avós de Jesus Cristo.
    O bairro de Campo Grande, entre outras igrejas tradicionais da região, abriga a igreja de Sant'Ana, localizada na Estrada do Mendanha, próxima ao West Shopping. Sua origem remonta ao ano de 1754, quando foi construída a primeira capela de Sant'Ana, em Capoeiras, sendo edificada por João Pereira de Lemos.
 Fotografia da primeira capela de Sant'Ana. Fonte: Arquivo da Paróquia de Sant'Ana.

Esta Paróquia já possuiu uma importante festa de rua, que ocorria próxima ao templo, cujo incentivador foi Manoel Branco, figura ilustre de Campo Grande, que também incentivou outra festa de igreja que ocorria na rua, a Festa da Curva do Matoso, da igreja de Santo Antônio, localizada na Avenida Cesário de Melo. A festa de rua de Sant'Ana é lembrada com nostalgia pelos moradores mais antigos, obrigados a se adaptarem aos novos tempos, ditados pelo progresso da região, marcado pelo aumento do fluxo de automóveis na área da paróquia.
Um fato importante e até curioso desta igreja é o número de casamentos celebrados na Paróquia. Segundo reportagem do jornal Extra, de 2012, a igreja de Sant'Ana é a que mais celebra casamentos na Zona Oeste, com a fama indo para outras regiões da cidade. Ainda segundo mesma reportagem, alguns fatores contribuem para a fama, como a devoção e a tradição, devido ao fato de muitas mães e avós de noivas terem se casado nesta igreja, inclusive ainda como capela.

  

sexta-feira, 16 de junho de 2017

A e(re)(in)volução de Campo Grande

    A imagem acima foi feita pelo cartunista Elder, durante minha participação em um WorkShop cultural, no qual palestrei sobre o bairro de Campo Grande e meu livro, "A evolução econômica e populacional de Campo Grande". O autor da charge mostra um caos urbano no bairro, com engarrafamentos, tumulto e uma pessoa, no meio da multidão, perguntando: - O que ele quer dizer com evolução populacional?
    Considero a charge fantástica, principalmente por levantar um excelente debate sobre o assunto: O que é exatamente evolução? Evolução é essencialmente algo positivo? Pode-se responder a essas questões com outras perguntas: Desde quando evolução é essencialmente progresso? Desde quando progresso significa algo positivo?
    A respeito do assunto, o livro busca exatamente esta reflexão. A evolução a qual o livro trata é de uma transformação, não necessariamente positiva ou negativa. Trata-se de uma mudança de uma zona rural para uma urbana em expansão, com alguns pontos agrícolas importantes ainda na paisagem.
    É notório a mudança da estrutura econômica, socioespacial e populacional do bairro, considerado o mais populoso do município do Rio de Janeiro, ainda no século XIX, por exemplo, com a chegada de trens e bondes, ligando o bairro a outras áreas, aumentando assim o fluxo populacional. Já no século XX, há a consolidação do comércio (inauguração do calçadão, na Rua Coronel Agostinho, e do Mercado São Braz), a chegada das indústrias, da especulação imobiliária, entre outras. Isso também ocorre em outros bairros da Zona Oeste, que já foi a Zona Rural do Rio, ou Sertão Carioca.
    Com isso, é claro, não fugindo à regra da urbanização, surgiram também os chamados problemas urbanos, como a poluição, a violência, a questão populacional, já que houve uma opção por parte do governo do Rio, principalmente a partir da década de 1960, em orientar o crescimento populacional rumo à Zona Oeste, porém sem serviços na mesma proporção, e os engarrafamentos, constantes em alguns pontos e horários específicos do bairro. A frota de veículos em Campo Grande aumentou de forma assustadora nos últimos anos. Reflexo disso é o crescente número de estacionamentos na região, sendo de todos os tipos e tamanhos, alguns abrigando espaços que já foram referência no bairro, como o que se encontra na Rua Augusto Vasconcelos, onde existiu o tradicional Colégio Belisário dos Santos. É bom lembrar que essa mesma rua já foi conhecida, pelos moradores do bairro, como a rua do jenipapo, devido à grande quantidade desse fruto que se via nessa paisagem. Hoje restam apenas alguns poucos exemplares, entre o vai e vem incessante da população e dos veículos.
    Se isso tudo, aliado às construções de edifícios comerciais, mudando a paisagem campo-grandense, pode ser entendido como progresso, é uma outra questão. O fato é que a ordem no bairro é o progresso, mesmo que este venha acompanhado de evoluções ou involuções, de altos e baixos, de crescimento (ordenado ou desordenado), mas sempre sobressaindo a mudança. Aí, basta cada um ter o seu ponto de vista, ou encarar a ilusão de sua óptica.

sábado, 20 de maio de 2017

Homenagem a Alim Pedro

    A imagem acima é uma homenagem ao prefeito Alim Pedro, que dá nome ao primeiro viaduto de Campo Grande. Localizado na praça de mesmo nome, na subida do viaduto, o monumento, considerado um obelisco, foi criado pelo artista plástico Miguel Pastor.
    Conhecido por suas numerosas obras públicas na cidade do Rio, incluindo bem a Zona Oeste, o artista plástico e escultor Miguel Pastor foi autor de várias outras obras, como o monumento a Preto Velho, em Inhoaíba; o de Arthur Azevedo, em frente ao teatro de mesmo nome; imagem de Santa Sofia, em Inhoaíba; a de Freire Alemão, na praça Francisco Barbosa, bem perto do Viaduto Alim Pedro; painel localizado na Lona Cultural Elza Osborne, entre outras.
    Alim Pedro nasceu em 1907 e graduou-se em engenharia civil, em 1933. Foi eleito prefeito do Rio em 1954, ficando no cargo até 1955. Entre outras obras, em sua administração foi concluída a primeira etapa das obras da adutora do Guandu.
    Abaixo, uma foto do monumento no final da década de 1950, pouco depois de sua inauguração.
Foto. Fonte: Blog as histórias dos monumentos do Rio

terça-feira, 9 de maio de 2017

O Teatro de Arena (Lona Cultural) Elza Osborne

    Tudo começou na década de 1950. Um grupo de estudantes, a maioria do extinto Colégio Belisário dos Santos, teve a ideia de formar um movimento cultural na antiga Zona Rural do Rio de Janeiro. O local específico foi o bairro de Campo Grande. Assim, em 1952, é criado o Teatro Rural do Estudante. O teatro teve como idealizador e fundador, Herculano Leal Carneiro; além do nome citado, destacam-se como co-fundadores do teatro, a atriz e artista plástica Regina Pierini, os atores Carlos Branco e Francisco Nagem, o ator e diretor teatral, Rogério Fróes, entre outros. 
    Porém, um nome que aparece em destaque, quando o assunto é a criação do Teatro Rural do Estudante, é o de Elza Osborne, a que dá nome à atual Lona Cultural do bairro. 
Foto de Elza Osborne. Fonte: Arquivo da Lona Cultural Elza Osborne

    Elza Osborne foi uma das principais engenheiras a integrar o quadro de funcionários da prefeitura do então Distrito Federal. Responsável por obras, Elza Pinho Osborne foi pessoa de confiança do então prefeito Negrão de Lima, designada a cuidar da Zona Rural de Deodoro a Santa Cruz. No tempo em que ficou à frente da função, várias obras foram realizadas, como as paredes de contenção dos canais da Manoel Caldeira de Alvarenga e  Artur Rios; o Teatro Artur Azevedo e adjacências; a praça do Preto Velho; o Teatro de Arena; o Viaduto Prefeito Alim Pedro, a Praça dos Estudantes (homenagem ao movimento cultural dos estudantes que deu origem ao Teatro Rural), entre outras.
Foto Praça dos Estudantes, em frente à atual Lona Cultural Elza Osborne. Segundo algumas fontes, a estátua representa a deusa Vênus; para outras fontes, representa a deusa Atena. Fonte: Carlos Eduardo de Souza
    
    Primeira mulher administradora regional de Campo Grande (1966 a 1971), Elza foi responsável também por pôr fim a um problema na Rua Coronel Agostinho (atual Calçadão de Campo Grande): é que o local em questão era um pântano, alagando toda vez que chovia, com água, lama e outros detritos invadindo o comércio ali localizado. Durante sua gestão, a área foi canalizada, estendendo-se por toda Rua Campo Grande, até o atual canal da Manoel Caldeira de Alvarenga.
    Também dramaturga, com várias peças escritas, Elza Osborne teve uma de suas peças, Zé do Pato, apresentada, sendo vencedora do Festival Nacional do Teatro do Estudante.
    Em 1954, é iniciada as obras da estrutura de um teatro laboratório, ainda não concluída.
   
Foto atual da estrutura do que seria o Teatro Laboratório. Fonte: Carlos Eduardo de Souza.

    Em 1958, no mesmo local, é criado o Teatro de Arena, devido à necessidade do aumento do movimento cultural na região.
    Abaixo, a ata de lançamento da pedra fundamental do Teatro de Arena, com assinaturas do presidente Juscelino Kubitschek, do prefeito Negrão de Lima, de Elza Osborne, entre outros.


    Com o passar do tempo, devido aos problemas com as chuvas, houve o interesse de pôr uma lona no local. Assim, teve-se a ideia, por iniciativa de Ives Macena, administrador do Teatro de Arena Elza Osborne, de aproveitar as tendas utilizadas na ECO 92, importante encontro de cunho ambiental realizado na cidade do Rio, já que estas foram desarmadas e guardadas após o evento.
    Assim, em 1993, nascia a primeira Lona Cultural da cidade do Rio de Janeiro, a Lona Cultural Elza Osborne.
    Abaixo, imagens antigas do Teatro de Arena.
   
Ao fundo, painel do artista plástico e escultor Miguel Pastor, representando aspectos do antigo teatro grego.
   
   
    Fotos: Fonte: Arquivo da Lona Cultural Elza Osborne

    Elza Osborne morre em 1995, aos 93 anos, deixando um grande legado para a Zona Oeste, especialmente, para Campo Grande.

    Colaboração para o artigo: Ives Macena - gestor da Lona Cultural Elza Osborne e idealizador do projeto de lonas culturais no Rio de Janeiro.