sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

O império da laranja

Durante a primeira metade do século XX, o bairro de Campo Grande, Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, foi conhecido como uma área de grande produção de laranja. Na medida em que a produção cafeeira foi-se reduzindo no Rio de Janeiro e no Brasil, a citricultura começou a destacar-se, tendo Campo Grande, até meados da década de 1940, o rótulo de um dos principais centros de laranjas, sendo o solo da área um dos grandes permissores do desenvolvimento da citricultura.
Nesse período, as laranjas passavam por um processo até que fossem exportadas, no qual tinha a Inglaterra como principal importadora. Devido ao fato de as laranjas passarem por todo um processo de escolha, além de serem embaladas cuidadosamente com um papel finlandês, os locais de produção das laranjas eram chamados de fábricas, chegando a empregar 300 pessoas. 
Com o apelido de "citrolândia", Campo Grande observava os laranjais se desenvolverem pela Serra do Mendanha até a divisa com o município de Nova Iguaçu. Nesse período, o bairro destacava-se como um considerável mercado de trabalho para rapazes e moças, com uma exportação, em determinada época, chegando a 140.000 toneladas do produto por ano.
Porém, devido à falta de mercado provocada pela Segunda Guerra Mundial, um tratamento inadequado do solo e uma praga que pairou sobre os laranjais, o chamado período da laranja em Campo Grande chegava ao fim, com as fazendas sendo vendidas, e o bairro começando a mudar a sua estrutura a partir deste fato.

3 comentários:

  1. Show , muito legal , gostei de conhecer um pouco mais sobre este conteúdo.

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  2. Show , muito legal , gostei de conhecer um pouco mais sobre este conteúdo.

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  3. Valeu, Simas. A história de Campo Grande é muito rica. A época dos laranjais foi muito importante dentro da dinâmica do desenvolvimento do bairro. Muito Obrigado.

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