No centro do bairro de Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro, localiza-se um dos principais pontos históricos da região: a igreja de Nossa Senhora do Desterro. Com seu início remontando a uma capela que deu origem à Freguesia de Nossa Senhora do Desterro, em 1673, em terras que hoje situa-se o bairro de Bangu, e mais tarde transferida para o atual local, no centro de Campo Grande, a Paróquia, durante 44 anos, teve como vigário uma grande figura da história do bairro: Padre Belisário Cardoso dos Santos.
De 1847 a 1891, Belisário dos Santos, nascido em Campo Grande, foi vigário da Matriz de Nossa Senhora do Desterro.
No ano de 1882, durante o seu ministério, o templo foi praticamente destruído por um incêndio. Pra combater o fogo, foram chamados os bombeiros 🚒 da corte (lembrando que à época ainda não existia um corpo de bombeiros no bairro), organizando-se um trem especial para trazê-los. Porém, os carros puxados por animais ficaram presos no areal localizado na rua da Matriz, depois da estação. Mesmo depois de uma ajuda de juntas de boi, os veículos não conseguiram chegar a tempo, sobrando apenas ruínas.
Mas, a igreja, através de esforços do povo, de fazendeiros, do Governo Imperial e principalmente do empenho do Vigário Belisário dos Santos, foi reconstruída.
Padre Belisário dos Santos faleceu em 1891, sendo enterrado no cemitério que localizava-se em frente à Paróquia. Seus restos mortais foram levados para a igreja.
Mais tarde, a casa paroquial, residência do Padre Belisário, que localizava-se próxima à Matriz, na rua Augusto Vasconcelos, passou a ser o colégio Belisário dos Santos.
O tradicional colégio foi inaugurado em 1941, sendo presente no bairro de Campo Grande até 2014, quando foi demolido, dando lugar a um estacionamento.
Fonte consultada: Rumo ao Campo Grande por trilhas e caminhos. Fróes, José Nazareth de Souza e Gelabert, Odaléa Ranauro Enseñat. Rio de Janeiro. 2005.

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