sábado, 24 de agosto de 2024
História do bairro de Santíssimo
sábado, 17 de agosto de 2024
Jogador do Campo Grande Campeão mundial pela seleção
quarta-feira, 14 de agosto de 2024
"Causos" de minha avó
"CAUSOS" DE MINHA AVÓ
Ah, que saudade de sentar e ouvir minha saudosa avó Julia contar seus "causos "! Mesmo assustadores, aqueles contos me atraiam como um ímã, me despertando, ao mesmo tempo, medo e fascínio.
Adorava ouvir aquelas histórias que, sendo verdade ou não, me introduziam para um cenário bem real, principalmente porque a narração de minha avó materna era de um roteiro impecável.
E as histórias eram diversificadas. Tinham as tradicionais sobre Lobisomem, em suas noites de lua cheia; as de Mula sem cabeça, a famosa "mulher do padre"; o Saci-pererê, que me contavam (não só minha avó) que assoviava e perturbava os cavalos; entre outros relevantes personagens que permeavam o imaginário (ou realidade) dos "mais antigos ". Tinha até um ser que minha avó chamava de "Mão Pelada", o qual ela falava que ocasionalmente visitava nosso quintal, que só mais tarde soube que era um animal de verdade (mas nunca soube se ele realmente algum dia esteve em nossa casa).
Entre tantos "causos", lembro-me até hoje de um específico. Minha avó relatou mais ou menos assim:
"Numa certa noite, eu e um amigo vínhamos caminhando por um campo aberto, sem ninguém, com poucas casas e iluminação, voltando para casa. Entre uma conversa e outra, avistamos um homem parado perto de uma ponte onde passaríamos. Era um homem bem alto, sem movimentos, muito estranho. Pensamos em voltar, mas não havia outro caminho, e até porque era apenas um homem. Pois então, fomos ao encontro do tal ser, tentando evitar olhá-lo. Quando passamos por ele, ao darmos 'Boa noite', cometemos o erro de olharmos para ele. E... surpresa! A parte de cima dele estava coberta por uma espécie de névoa. Não dava pra ver a cabeça do homem! Corremos tanto que chegamos à casa mais rápido do que o esperado. É... meu filho, a noite tem muitos mistérios, é quando os 'bichos' ficam soltos."
Pronto! Ali era um misto de medo e satisfação por ouvir mais uma história de assombração. E pra dormir depois? Só Deus na causa (ou no "causo"). Mas quem diz que no outro dia não estaria ali de novo pra ouvir (e me assustar) com mais um conto?
E até hoje não duvido de todas essas histórias. E é essa que é a graça: o infinito imaginário, sem certeza, cem por cento de nada. A inocência da dúvida.
Como diria Zé Ramalho: "Mistérios da meia-noite que voam longe, que você nunca não sabe nunca..."
Autor: Carlos Eduardo de Souza
quarta-feira, 17 de julho de 2024
Emoji e Campo Grande
domingo, 30 de junho de 2024
Estrada do Cabuçu, década de 1950
domingo, 16 de junho de 2024
Cartaz de sócio proprietário do Campo Grande de 1965
quarta-feira, 5 de junho de 2024
Dia mundial do Meio Ambiente
No dia 05 de junho é comemorado o dia mundial do Meio Ambiente. A data foi criada pela ONU em 1972, na Conferência de Estocolmo, quando iniciou-se uma mudança no modo de tratar as questões ambientais mundiais, sendo também estabelecidos princípios para orientar a política ambiental de todos os países.
O dia é reservado para reflexões sobre a preocupação com os problemas ambientais, as mudanças climáticas já tão alarmantes, atingindo muitas regiões do planeta, inclusive o Brasil. Entre alguns dos principais problemas ambientais que encontramos atualmente estão as frequentes queimadas e os desmatamentos, o uso de combustíveis fósseis em excesso, o acúmulo de lixo, entre outros. As consequências já são visíveis, com secas e calor excessivo em algumas regiões, e catástrofes de chuvas torrenciais e alagamentos em outras.
Uma ação simples que pode amenizar o problema é plantio e conservação de árvores 🌳. Várias espécies são de simples plantio, não demandando de grandes recursos.
No bairro de Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro, principalmente entre os meses de maio a setembro, muitas espécies de ipês são avistadas pelas localidades do bairro. O nome origina-se do tupi, e significa "casca dura". Os indígenas utilizava a madeira do Ipê para a produção de arcos de caça e defesa, sendo uma árvore densa, forte e de grande durabilidade.
Os ipês são conhecidos por sua beleza e exuberância das flores. São espécies caducifólias, aquelas que perdem as folhas, as quais são substituídas por cachos de flores com cores intensas. Essas flores caem durante a semana, cobrindo o chão com sua cor. São típicas de climas mais quentes, mas com inverno seco e ameno, típico do Rio de Janeiro. Podem se apresentar nas cores rosa, roxo, branco e amarelo.
Foto: Lucas Xavier.Acima alguns exemplares de Ipê-rosa, no bairro de Campo Grande, dando cor à paisagem do local. Enquanto o Pau-Brasil é considerada a árvore nacional, o ipê pode ser a flor nacional.








