domingo, 30 de junho de 2024

Estrada do Cabuçu, década de 1950

 

Foto: Arquivo de Ricardo Sant'Anna.

Acima encontra-se uma imagem da Estrada do Cabuçu, em Campo Grande, datando o ano de 1955.
A mesma liga o centro de Campo Grande ao Largo do Rio da Prata.
A estrada serviu para o escoamento de produção agrícola do Rio da Prata e sua serra. Por ela também passaram os bondes 🚊 e depois as lotações, comportando 20 passageiros.
Na foto acima encontram-se o primeiro prédio, que foi utilizado como loja comercial; a lotação já citada; e ao fundo, o Maciço da Pedra Branca. 

Informações: Jornal da Zona Oeste/Costa Verde - Campo Grande, 320 anos.

domingo, 16 de junho de 2024

Cartaz de sócio proprietário do Campo Grande de 1965

 

Acima, um cartaz de convite para se tornar sócio proprietário do Campo Grande Atlético Clube. O mesmo destaca os 25 anos do clube, no ano de 1965.
A propaganda destaca os benefícios que o clube proporcionava, como novo estádio, parque infantil, programações com shows, cinema, além de restaurante, ginásio, quadra com basquete 🏀,  vôlei 🏐 , futebol ⚽️ de salão, entre outras.
Uma curiosidade é que no cartaz anuncia uma outra sede, uma sede praiana, na Barra de Guaratiba, à época, parte da região.

Fonte: sede do clube.

quarta-feira, 5 de junho de 2024

Dia mundial do Meio Ambiente

 No dia 05 de junho é comemorado o dia mundial do Meio Ambiente. A data foi criada pela ONU em 1972, na Conferência de Estocolmo, quando iniciou-se uma mudança no modo de tratar as questões ambientais mundiais, sendo também estabelecidos princípios para orientar a política ambiental de todos os países. 

O dia é reservado para reflexões sobre a preocupação com os problemas ambientais, as mudanças climáticas já tão alarmantes, atingindo muitas regiões do planeta, inclusive o Brasil. Entre alguns dos principais problemas ambientais que encontramos atualmente estão as frequentes queimadas e os desmatamentos, o uso de combustíveis fósseis em excesso, o acúmulo de lixo, entre outros. As consequências já são visíveis, com secas e calor excessivo em algumas regiões, e catástrofes de chuvas torrenciais e alagamentos em outras. 

Uma ação simples que pode amenizar o problema é plantio e conservação de árvores 🌳.  Várias espécies são de simples plantio, não demandando de grandes recursos.

No bairro de Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro, principalmente entre os meses de maio a setembro, muitas espécies de ipês são avistadas pelas localidades do bairro. O nome origina-se do tupi, e significa "casca dura". Os indígenas utilizava a madeira do Ipê para a produção de arcos de caça e defesa, sendo uma árvore densa, forte e de grande durabilidade. 

Os ipês são conhecidos por sua beleza e exuberância das flores. São espécies caducifólias, aquelas que perdem as folhas, as quais são substituídas por cachos de flores com cores intensas. Essas flores caem durante a semana, cobrindo o chão com sua cor. São típicas de climas mais quentes, mas com inverno seco e ameno, típico do Rio de Janeiro. Podem se apresentar nas cores rosa, roxo, branco e amarelo. 

Foto: Lucas Xavier. 

Acima alguns exemplares de Ipê-rosa, no bairro de Campo Grande, dando cor à paisagem do local. Enquanto o Pau-Brasil é considerada a árvore nacional, o ipê pode ser a flor nacional.


terça-feira, 21 de maio de 2024

As saudosas bolas de gude

 

"Há um menino, há um moleque 
morando sempre no meu coração...
Há um passado no meu presente...
Bola de meia, bola de gude..."

Como cita Milton Nascimento na canção, a infância sempre acompanhará nossos passos. Afinal, como era bom ser criança, não é mesmo!? Amizade, inocência, pureza... e as brincadeiras. 
Uma das brincadeiras de minha infância que lembro muito é o da bola de gude. Ah, eram de diversas cores, desde a "normal" (geralmente esverdeada), passando pela espelhada, leiteira, carambola, paraguaia, olho de gato, metálica, entre outros. Até os tamanhos também poderiam variar.
Nos reuníamos na rua, escolhíamos a modalidade do jogo (podia ser mata-mata, triângulo, círculo, bulica, etc), e começávamos o jogo, geralmente em chão de terra. A gente mirava e apertava o "gatilho" do dedo dando um teco na redonda e a alegria era suprema quando se ouvia aquele estalo de uma bolinha acertando a outra.
Ah, não podemos esquecer das artimanhas que usávamos, como a utilização do "palmo", quando a gente colocava nossa mão na frente, deixando nosso alvo mais perto. Algumas crianças exibiam seus potes cheios de bola de gude. Quando o jogo era "à vera ", muitos saiam tristes, sem suas bolinhas, pois as perdiam nas partidas. 


O tempo foi passando e aos poucos fui percebendo o desaparecimento dessa brincadeira tão popular nas gerações seguintes. Atualmente, é raro ver a criançada de hoje em dia jogar bola de gude. 
Mas para minha surpresa, certo dia, na sala de aula com meus alunos de uma faixa etária de 12 anos, conversando informalmente com alguns deles, citei que a geração deles não conhecia uma brincadeira tão comum de minha infância: a bola de gude. Foi quando fiquei muito feliz com alguns deles dizendo que não só conheciam, mas que também jogavam. Não acreditando muito, perguntei a eles como se jogava. Prontamente responderam: - Ah, professor, pode ser mata-mata, triângulo, bulica...". Não contive a satisfação em saber que em pleno 2024, as crianças/adolescentes ainda praticam esse jogo. E espero que seja assim também com as outras tradicionais brincadeiras, como a amarelinha, queimado, bandeirinha, pião, entre outras.
Até porque, como canta Milton Nascimento:
"Há um menino, há um moleque 
morando sempre no meu coração.
Toda vez que o adulto balança 
ele vem pra me dar a mão..."
E assim, que evoquemos sempre essa viagem nostálgica ao universo infantil, em que a pureza e a simplicidade da infância seja um refúgio contra os problemas do mundo adulto. 




domingo, 19 de maio de 2024

Paisagens de Campo Grande - Parte II

 Dando continuidade às belas paisagem do bairro de Campo Grande, seguem os seguintes atrativos:

PICO DA PEDRA BRANCA 


Pico mais elevado do município do Rio de Janeiro, com 1.025 m de altitude, se estende por alguns bairros, incluindo Campo Grande. Imagem acima do Rio da Prata. Tem como atrativos, riachos, cachoeiras, trilhas, mirantes naturais e nascentes d'água. As vias de acesso e trilhas podem ser a estrada da Batalha, o Caminho do Monteiro, Caminho da Pedra Branca, entre outras. Possui uma extensão de 6 km.

PEDRA DO CARVALHO


Localiza-se no Rio da Prata, podendo ser acessado pela estrada da Batalha, Caminho do Padre, entre outros. Riachos, trilhas e mirantes naturais são seus atrativos. Na caminhada tem-se um privilegiado panorama do Maciço da Pedra Branca, com uma altura de 600 m.

TRAVESSIA SERRA DO MENDANHA  - RIO GUANDU DO SAPÊ

Localizado no Mendanha, sendo acessado pela estrada do Mendanha e o Caminho da represa do Mendanha. Piscinas naturais, trilhas, cachoeiras, rios e vestígios vulcânicos são seus atrativos. Numa caminhada leve, numa determinada parte da Serra do Mendanha, pode-se observar Mata Atlântica ainda preservada, com uma altura de no máximo 300m.

Vale da Virgem Maria 


Localizado no Rio da Prata, pode ser acessado pela estrada da Batalha, Caminho do Sacarrão e caminho da Virgem Maria. Suas trilhas, nascentes d'água e riachos são alguns de seus atrativos. A caminhada ocorre entre vales no interior do Maciço da Pedra Branca, podendo atingir 500m de altitude. 


VALE DA CAIXA D'ÁGUA 

Localiza-se no Rio da Prata, podendo ser acessado pela rua Soldado Antônio da Silveira, Caminho do Vaivém e Caminho da Caixa D'água. Na caminhada, percorre-se por vales, seguindo o curso do Rio da Prata de Cabuçu, passando por pequenas quedas d'água e piscinas naturais. 

Fonte consultada e imagens: Guia turístico Rio Zona Oeste.


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sexta-feira, 17 de maio de 2024

Paisagens de Campo Grande

 Abaixo, algumas paisagens do bairro de Campo Grande:


Morro do Cabuçu

Acessado pela estrada dos Caboclos e/ou trilha de acesso ao morro, tem como atrativos naturais as trilhas e mirantes. Possui uma altitude de aproximadamente 568 m, proporcionando um visual de parte da Zona Oeste, numa extensão de 4,5 km.

Morro dos Caboclos

Localizado no Rio da Prata, tem como atrativos os riachos, nascentes d'água, mirantes naturais e trilhas. Na caminhada é possível ter um visual amplo da Baixada de Sepetiba, da restinga da Marambaia e da Serra do Mar. Possui uma altitude de aproximadamente 688m, com uma extensão de 5 km.

Travessia Morro do Lameirão 


Localizado entre o Lameirão Pequeno e Vasconcelos,  podendo ser acessado pela estrada do Lameirão Pequeno ou/e Caminho do Morro do Lameirão, possui riachos, trilhas e mirantes naturais. Tem uma altura de aproximadamente 487m, numa extensão de 1,5 km.

Informações e imagens: Guia turístico Rio Zona Oeste. 


segunda-feira, 13 de maio de 2024

O antigo "Largo do Jenipapo " no Tingui

 Localizado no cruzamento entre a Estrada do Tingui e a estrada Santa Maria, no bairro de Campo Grande, está o Largo do Tingui, atualmente com uma rotatória. 

Nesse local, segundo moradores, existia um pé de jenipapo, aproximadamente onde hoje está a rotatória, até a década de 1960, antes da chegada do asfalto. Por isso, o espaço era conhecido como "Largo do Jenipapo". Com o asfaltamento, o mesmo foi cortado para ser feito o Largo do Tingui. Ocorreu também o saneamento dos antigos valões de água potável a céu aberto, sendo postas manilhas no local.

E Campo Grande, que é conhecido por ter sido a terra dos laranjais, possuía outros pés de jenipapos  em outros locais também. Um exemplo é na rua Augusto Vasconcelos, no centro do bairro, que por muito tempo exibia uma boa quantidade de espécies do fruto ao longo da rua, que era conhecida como "Rua dos Jenipapos".

E assim, o fruto que na língua Tupi-guarani significa "fruta que serve para pintar", utilizada para tingir tecidos, artefatos de cerâmica e tatuagem, além de utilizada no preparo de compotas, doces, xaropes e licor, foi um símbolo de uma época na localidade do Tingui, que por um tempo serviu de descanso, com sua grande sombra, e que hoje dá lugar ao movimentado trânsito da localidade. 





Informações fornecidas por Paulo Roberto Giesteira, morador há muitos anos do Tingui.