quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Denúncia de envenenamento de árvores 🌳 em Campo Grande

 

No dia 28 de outubro, o RJ TV exibiu uma matéria em que os moradores do bairro de Campo Grande relatam que árvores 🌳 localizadas no Calçadão de Campo Grande, centro do bairro, vêm sendo alvo de envenenamento. 
Na reportagem, alguns moradores citam que "aqui as tardes eram cheias de pássaros e isso tá desaparecendo ".
Outros lembram que as árvores do Calçadão fazem parte do projeto da região, elaborado por Burle Marx.
Com a denúncia, moradores do bairro mais populoso do Rio esperam respostas das autoridades, e medidas que solucionem o problema. 


domingo, 24 de outubro de 2021

A capela original de Nossa Senhora do Desterro

 


Ilustração: Benevenuto Rovere Neto.

Acima encontra-se uma Ilustração, feita com base nas informações do inventário de Monsenhor Pizarro, da capela original de Nossa Senhora do Desterro, em terras que atualmente seria o bairro de Bangu, a mesma que deu origem à Freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Campo Grande, e que, mais tarde, seria "transferida " para o atual local, no centro do bairro de Campo Grande. 
Com relação à transferência, algumas pesquisas citam que antes da criação do atual templo, em 1808, a capela/Freguesia teria ficado temporariamente em outros locais, como em Nossa Senhora da Conceição do Lameirão, mantendo o "Santíssimo Sacramento", consequentemente recebendo funções de matriz e Freguesia até o templo 🕍 ficar pronto. Esse fato também teria uma suposta ligação com o nome do bairro Santíssimo, passando a designar de Santíssimo toda a região situada entre Bangu e Campo Grande.
Outro possível local temporário de Nossa Senhora do Desterro foi na Fazenda dos Coqueiros, no ano de 1737.
O fato é que a atual matriz do bairro de Campo Grande e que deu origem à Freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Campo Grande nasceu em terras que hoje correspondem ao bairro de Bangu.
Abaixo, uma descrição do fato presente na página de um livro de 1723 que aborda a 
 "Milagrosa imagem de Nossa Senhora do Desterro do bairro de Campo Grande "

"A Paróquia do Campo Grande,  que fica nos limites da cidade do Rio de Janeiro, é dedicada a soberana Rainha dos Anjos, com o título de Nossa Senhora do Desterro. Tem esta Freguesia Vigário apresentado, e pago pelo rei, e a estas igrejas se chamam de Vigararias. Esta da Senhora do Desterro foi fundada e dedicada a Virgem Nossa Senhora nos seus princípios pelo Capitão Manoel de Barcellos Domingues, um dos primeiros conquistadores daquela capitania do Rio, debaixo do título do Desterro, e ele foi o que mandou fazer aquela Santíssima imagem da Senhora, e foi também o que colocou, e como era homem honrado e rico faria esta colocação com grande festa..."

Trecho extraído do livro Fazenda Bangu: a joia do Sertão Carioca. Pag. 133.

A tal capela descrita foi erguida na Fazenda Bangu, no ano de 1673 e elevada à Freguesia no ano de 1757, sendo "deslocada" mais tarde para o atual local, como já mencionado, devido a problemas de estrutura e desgastes do templo da capela original. E uma das ruas de Campo Grande recebe o nome daquele que foi o responsável pelo surgimento de toda essa história: Barcelos Domingos (Domingues)

Fonte consultada e imagem: Fazenda Bangu: a joia do Sertão Carioca. Paulo Vitor Braga da Silva, Benevenuto Rovere Neto. Rio de Janeiro, RJ: Grêmio Literário José Mauro de Vasconcelos, 2020.

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

Revista Manchete em resumo da década de 1980

 

A extinta Revista Manchete, em sua edição de 06 de janeiro de 1990, trazia um resumo da relevante década de 1980. Entre muitos fatos importantes que marcaram a década citada, destacam-se: o pânico da Aids; as reformas da União Soviética e do mundo socialista; a queda do Muro de Berlim; a tragédia de Chernobyl; o naufrágio do Bateau Mouche IV; a vitória de Collor à presidência do Brasil, entre outros assuntos que marcaram aquela que até hoje é considerada uma das décadas mais importantes do século XX.
Abaixo, alguns dos destaques da Revista Manchete em resumo da década de 1980:









Fonte consultada: Revista Manchete, 06 de janeiro de 1990. Revista Semanal. N° 1968. Ano 38.






quinta-feira, 14 de outubro de 2021

A escola e o professor

 Consideremos que a vida é uma escola. Sendo assim, nós somos os alunos, e o tempo, o professor. Como ocorre na escola tradicional, a vida nos mostra caminhos a seguir: curtos ou longos, retos ou tortuosos, claros ou obscuros, enfim, caminhos. Cabe a nós, alunos que possuímos o livre arbítrio, escolhermos qual caminho a seguir. 

O professor dessa escola, o tempo, nos ajuda e aconselha durante toda a vida escolar. Com o passar dos anos, alguns alunos, aqueles que se dedicaram mais, conseguem grandes conquistas, enquanto outros, que não prestaram tanta atenção às explicações dadas pelo professor tempo, ficam com mau desempenho. 

Porém, ainda bem que existe a tal recuperação durante todo nosso tempo de vida, possibilitando a correção do tempo perdido, e não correndo atrás, mas sim à frente, para ter mais chance de êxito, lembrando que a melhor forma de prevermos o futuro é construindo o nosso, desde hoje. 

Por isso, a frase "não deixe para fazer amanhã o que pode ser feito hoje " é perfeita, pois mesmo parecendo batida, ela nos mostra que quanto antes resolvermos nossos problemas, mais tempo ganhamos com coisas positivas. Até porque, o tempo é implacável, e às vezes um pequeno momento dura uma eternidade, e outras vezes, uma vida inteira passa num segundo. Não importa se você vive dez anos a mil ou mil anos a dez, pois nem sempre a duração do tempo é tão importante, mas sim sua intensidade. É bom lembrar também que não podemos mudar o tempo que passou, mas temos muito tempo para consertarmos esse tempo perdido. 

Esse pequeno e pacato texto nos faz refletir que tudo que ocorre em nossas vidas é consequência de nossos atos,  e não por acaso. Se não existisse, minha ausência não seria sentida. Mas a partir do momento que existo, de alguma forma minha vida já marca história, direta ou indiretamente. 

A vida, através do tempo, nos demonstra a todo momento o que é certo e o que é errado. Cabe a nós, seres humanos, querermos optar por um caminho. 

Não se preocupe com o amanhã, pois a Deus pertence, nem com o passado, que não pode ser mudado. Mas dedique-se ao hoje, pois ele pode fazer toda diferença com seus erros de antes e com possíveis acertos futuros. 

Sendo assim, o que passou é pretérito; o que virá, futuro; e o agora, presente...de Deus. Adivinhou quem é o diretor dessa escola?

Texto: Carlos Eduardo de Souza 





domingo, 19 de setembro de 2021

A tradição das rezadeiras

 

Ilustração: Carmen Paixão

Quando lembro-me de minha infância, uma das primeiras imagens que vem à minha cabeça é de minha avó materna. Católica e rezadeira, minha saudosa avó Júlia - vez ou outra, quando percebia que algo não estava bem, ou quando começava a bocejar sem parar - me chamava e iniciava uma reza com um galho de arruda,  e com um tom de voz bem baixo, quase não entendia o que pronunciava durante a reza. Na maioria das vezes, após a bênção, em poucos minutos o galho se encontrava murcho. Isso significava que eu estava com "olhado", ou "mau olhado".
Assim era a rotina das chamas rezadeiras,  benzedeiras (ou alguma outra denominação próxima), fazendo o trabalho pela fé, numa tradição passada por gerações,  principalmente num tempo e em lugares em que a medicina era escassa. Com o ofício de combater os "males da alma e do corpo", como espinhela caída, quebranto, empacho,  sensações físicas incômodas, entre outros, essas mulheres de muita fé atendiam várias pessoas, com frases como: " Se botaram pela frente, tiro com o Senhor São Vicente. Se botaram por detrás, tiro com o Senhor São Brás", entre outras.
Minha querida avó faleceu em 1996, e com o passar do tempo, devido a alguns fatores, essa maravilhosa tradição foi diminuindo, em alguns lugares quase desaparecendo,  porém deixando um legado e uma espécie de patrimônio imaterial na sociedade que nem o tempo consegue apagar. 

Imagem retirada do gibi "A aventura do jovem Apoema no futuro".

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Antiga Linha Férrea Santa Cruz/Austin

 

Acima está um croqui, feito pelo artista e historiador Leu Lima, sobre uma antiga Linha Férrea que ligava Santa Cruz a Austin. Entre várias informações, há uma sobre a passagem de nível subterrânea. A mesma ainda existe (ou o que sobrou dela), localizada Na Linha de Austin, próxima à Estrada do Tingui e da Avenida Brasil, no bairro de Campo Grande. 
Abaixo, fotos recentes do local, feitas por Leu Lima e família.



Abaixo, mapas antigos que mostram o antigo ramal





 Abaixo a Ponte dos 15 metros, sobre o Rio Campinnho, por onde passavam os trens.


Estrada do Campinho e Linha de Austin (também chamada de Estrada do Tingui), localidade hoje conhecida como "Cinco Casas". Ao fundo, o prédio da Estação Ferroviária Heitor Lira. 
Segundo Leu Lima, nos anos 1960, a mesma foi utilizada como capela e atualmente serve como moradia. Veja a imagem abaixo.


Pesquisa, informações, fotos, imagens antigas, mapas e croqui: Leu Lima,  artista e historiador.
Organização do texto: Carlos Eduardo de Souza.