domingo, 27 de setembro de 2020

Dia de Cosme e Damião

 


Dia de Cosme e Damião: no catolicismo, comemorado no dia 26 de setembro; nas religiões de matrizes africanas e sendo a data mais popularmente conhecida, 27 de setembro. Pra mim, a data ultrapassa a questão da religiosidade, sendo atrelada à cultura brasileira, mais especificamente do Rio de Janeiro, podendo (me atrevo a dizer) a ser, em partes, comparada às comemorações e andanças das crianças norte-americanas no Halloween. 
Com certeza, Cosme e Damião fazem parte das minhas memórias de infância e de muitas outras pessoas. Lembro-me que no dia dos santos, já criava uma expectativa de receber doces e de correr atrás dos mesmos, acumulando-os ao final do dia, como se fossem troféus. Era um dia quase que dedicado a isso (depois de vir da escola, é claro!).
Mártires cristãos, nascidos em 27 de setembro, no fim do século III, na Ásia Menor, na cidade de Egéia, ainda bem jovens dedicaram-se aos estudos de medicina. Ao contrário dos curandeiros, nada cobravam pelos seus serviços. Com isso, tornaram-se famosos e assim eram constantemente solicitados em toda a região.
No ano de 306, Diocleciano ordenou violenta perseguição aos cristãos na Síria, através de Galério. Cosme e Damião sofreram um interrogatório e não negaram a fé cristã. Por isso receberam a condenação à morte.
Segundo a tradição, depois de torturados, foram jogados ao mar, sendo "devolvidos". Foram ordenadas novas torturas e a morte na fogueira, mas o fogo não os queimou. Resolveram então decapitá-los juntamente com outros 3 irmãos.
Segundo uma lenda, no momento da execução foram envolvidos por uma nuvem que os transportou para a "vida eterna".
Muitas curas milagrosas foram atribuídas a São Cosme e Damião após a morte dos dois. São considerados patronos dos médicos. Considerados também protetores das crianças. 
O fato é que atualmente a movimentação no dia de Cosme e Damião é bem menor, porém não menos importante, mantendo a tradição religiosa tão marcante de tempos atrás.

Fonte consultada: Meu livro de pesquisas. Edições Castor - 2°volume. 

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Um inusitado Campo Grande e Madureira nos EUA

 


    Até aproximadamente os anos 1990, era muito comum os clubes brasileiros excursionarem por vários países e continentes, inclusive os clubes de menor expressão. Alguns disputavam torneios importantes, como os tradicionais Ramón de Carranza e Teresa Herrera, na Espanha, entre outros; além de torneios que reuniam clubes e seleções, como a Copa Kirin, disputada no Japão; e vários amistosos. Havia até um "título" simbólico dado ao clube que voltava invicto de uma excursão do exterior, a famosa Fita Azul.

    Com o novo formato de campeonato brasileiro de pontos corridos, implementado nos anos 2000, o calendário do futebol brasileiro ficou mais extenso e apertado, sem pausa entre o fim dos estaduais e início do brasileirão. Isso fez com que diminuissem ou quase que exterminassem as famosas excursões dos clubes brasileiros. 

    Como já citado, os clubes de menor investimento também disputavam jogos internacionais, incluindo torneios e amistosos.

     Nesse contexto, no ano de 1972, ocorreu um inusitado confronto entre dois times do subúrbio carioca em terras estrangeiras. No dia 06 de agosto do ano citado, Campo Grande e Madureira empataram em 1x1, num amistoso disputado em Washington, nos Estados Unidos. Os jornais da época não chegaram a dar muita importância para a aventura do Galo da Zona Oeste e do Tricolor Suburbano em terras do Tio Sam. Inclusive sendo a primeira viagem internacional do Campusca. Por isso, pouco se sabe de detalhes e do restante dessa excursão. Além desse jogo, o Campo Grande venceu o Baltimore por 1x0 e perdeu para o Ujpest Dozsa por 4x0, com todos os jogos realizados nos States, entre julho e agosto, de caráter amistoso, mas sem os dias precisos dos jogos encontrados.

    Mas com certeza esse confronto de dois times tradicionais do Rio de Janeiro, realizado nos Estados Unidos, entra pra galeria de jogos curiosos. É bom para o futebol carioca.

Fonte consultada: Almanaque histórico e estatístico do Campo Grande Atlético Clube. Julio Bovi Diogo e Raymundo Quadros. 



O Campusca de 1991

 

A imagem acima refere-se ao elenco do Campo Grande Atlético Clube do campeonato carioca de 1991. Nessa competição, o clube alcançou sua melhor colocação no estadual, ficando em quinto lugar, conseguindo resultados expressivos, como uma vitória sobre o Vasco por 1×0, e empates com Botafogo, Fluminense e Flamengo. Inclusive, a foto acima é correspondente a um empate por 1x1 com o Flamengo, ocorrido no dia 22 de setembro daquele ano. Para essa competição, o Galo da Zona Oeste contou com jogadores badalados, como Roberto Dinamite, Elói e Cláudio Adão, além de PC Gusmão, hoje técnico de futebol.

Fonte da imagem: Face Campo Grande Atlético Clube.

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Sorteio de Kit do Campusca da Zona Oeste

 

Quer concorrer a um maravilhoso kit do nosso glorioso Campo Grande Atlético Clube? Então é fácil! Primeiro, tem que ser seguidor do blog. Caso não seja, é só virar seguidor. Depois, basta criar uma frase bem bacana sobre o Campo Grande Atlético Clube, nosso Campusca. A frase tem que ser postada como comentário nesse artigo. Pronto! Assim, já estará concorrendo a um grande kit, do autor Pedro Henrique Oliveira Gomes, que inclui um livro sobre a gloriosa trajetória da conquista da Taça de Prata de 1982 pelo Campo Grande, mais uma placa do clube, um adesivo e um pôster da escalação do time campeão. A promoção vale até o final do mês. A frase mais criativa será a vencedora do kit. Então, vamos lá. E boa sorte!

domingo, 30 de agosto de 2020

Casarão antigo no Salim

 

Imagem de um casarão antigo na localidade do Salim, na estrada do Tingui, em Campo Grande. Permissão da foto concedida pelo proprietário do mesmo, "Seu Eno ".


Foto: Aline Xavier.

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Os álbuns de figurinhas e a geografia

 A COPA DO MUNDO E A GEOGRAFIA


    Desde pequeno, pelo que lembro, já era interessado e curioso em saber sobre a cultura, origem, população, bandeiras e outras características dos estados brasileiros e dos países. Lembro-me bem que na casa de meus pais havia um atlas (dos anos 80) pertencente a minhas irmãs, o qual eu, com meus 6, 7, 8 anos, já ficava degustando dos territórios,  nomes de países, continentes, bandeiras e afins. Não à toa tornei -me professor de geografia.

    Aliado a isso, desde pequeno também já desenvolvia uma outra paixão: o futebol. Meu primeiro álbum de figurinhas da Copa do Mundo que colecionei foi o de 1990, disputada na Itália. Tinha 9 anos e nem poderia passar pela minha cabeça que aquele álbum iria, de uma forma ou de outra, associar-se à geografia e à história. 

    À época, por mais curioso que fosse, não entendia a fundo sobre os assuntos políticos, econômicos e ideológicos daquele momento. Era o fim da Guerra Fria, e com ele uma reviravolta no mapa-mundi, principalmente na Europa. Não poderia imaginar que meu primeiro álbum da Copa do Mundo seria o último disputado por alguns países que pouco tempo depois deixariam de existir, ou passariam por profundas mudanças em seus territórios e política. Foram os casos da União Soviética, Tchecoslováquia, Iugoslávia e a Alemanha Ocidental.

    Quatro anos mais tarde, colecionei mais um álbum de Copa, a que o Brasil sagrou-se campeão depois de 24 anos. Com 13 anos, ainda continuava não entendendo muito de assuntos políticos e econômicos do Brasil e do mundo. Fui forçado, pela circunstância, a entender um pouco da economia brasileira, já que presenciei, nesse ano de 1994, o surgimento do Real.

   Em 1990 vi uma seleção vermelha jogar com a Argentina, era a então União Soviética, conhecida por mim por URSS; em 1994, assisti uma seleção azul e branca jogar contra o Brasil. Era a Rússia, "herdeira" da já extinta União Soviética. Em 1990, via no álbum a tal da Alemanha Ocidental, que viria a ser campeã daquele mundial e unificada com a Oriental meses depois; em 1994, já era só Alemanha.

    Entre 1990 e 1994 muita coisa aconteceu no cenário mundial. A Guerra Fria havia chegado ao fim, a disputa capitalismo x socialismo também, e com ela o fim da União Soviética, em 1991, a unificação das Alemanhas, em 1990, a separação da Tchecoslováquia, dando origem a dois novos países (República Tcheca e Eslováquia) em 1993, e a desintegração sangrenta da Iugoslávia, ocasionando o surgimento de 7 novos países (considerando Kosovo). A Iugoslávia ainda chegou a disputar a Copa do Mundo de 1998, mas já com seu território reduzido, assistindo, inclusive, um ex "pedaço" seu chegar em terceiro lugar, a Croácia. A mesma Iugoslávia, depois de 1990, chegou a se classificar para a Eurocopa de seleções de 1992, mas não disputou por estar em guerra, dando vaga para a Dinamarca, que acabou sagrando-se campeã. Coisas do futebol e da geografia também.

    Hoje, com a maturidade de minha idade, comparando esses dois álbuns que ainda guardo, vejo que possuo duas relíquias, que contam através do futebol, um período de transformações importantíssimas da história mundial.

    E assim ainda consigo guardar e juntar duas peças que reúnem duas paixões particulares: a geografia e o futebol.