Próxima quarta-feira, dia 13 de novembro, estarei na FEUC debatendo sobre o crescimento de Campo Grande.
segunda-feira, 11 de novembro de 2019
sábado, 9 de novembro de 2019
Reportagem do bairro-cidade de Campo Grande
Abaixo, um artigo que fiz para a revista "Portal Zona Oeste ", explicando sobre o título honorário que Campo Grande recebeu em 1968: o de bairro-cidade de Campo Grande .
quarta-feira, 6 de novembro de 2019
A origem do Campo Grande Atlético Clube
O bairro de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, é representado no futebol pelo Campo Grande Atlético Clube. A história do clube remonta ao ano de 1908, ano da fundação do antigo Campo Grande Athletic Club, que disputava os campeonatos da Liga Metropolitana. Mais tarde, remanescentes desse clube criaram o Club Sportivo Campo Grande. Na década de 1930 o clube foi extinto, porém continuando o ideal da região de ter um representante no futebol.
Voltando ao ano de 1916, um time chamado Paladino (não confundir com o outro Paladino, já existente na época no centro do Rio) estreou na localidade. O primeiro campo alugado localizava-se na rua Augusto Vasconcelos, tendo como primeiro presidente o Doutor Mário Barbosa, que tinha como objetivo a mudança do nome do clube para Campo Grande.
Na década de 1920 houve a fusão do Campo Grande Football Club com o Paladino Football Club, dando origem ao Campo Grande Athletico Club. Em 1926, o clube conquistou o Torneio Início do Rio de Janeiro, tradicional competição que durava um dia, numa espécie de abertura do campeonato regional. Em 1928, sagrou-se campeão da Liga Metropolitana, com um time que contava com jogadores como Modesto, Nauta, Nilo e Orlandini. Com a conquista, despertou-se olhares com mais atenção ao então sertão carioca.
Porém, após esses triunfos veio a fase da decadência, com o time se desfazendo. Dez anos mais tarde voltou o pensamento local de possuir um time que representasse a localidade. Agora aproveitou-se a sede de um tradicional clube do bairro, à época localizado na rua Coronel Agostinho: Sociedade Musical Dez de Maio. Assim fundou-se oficialmente o Campo Grande, tendo como presidente Pedro Borim. O campo utilizado ficava na rua Campo Grande. Logo em seguida filiou -se à Federação Metropolitana de Futebol.
Em 1945, cinco anos após a fundação, que ocorreu em 13 de junho de 1940, sob a presidência de Helton Veloso, o clube passou a se localizar num terreno de propriedade do Coronel Artur Rios, comprado com a ajuda de Alfredo Del Cima, sobrenome que é homenageado no estádio do campusca: Ítalo Del Cima.
Depois de disputar por muitos anos o Departamento Autônomo, na década de 1960 o clube entra na fase de profissionalização. Em 1961 foi entrega à Federação de futebol do Rio de Janeiro o pedido de inscrição, através de João Ellis Filho. Em 1962 já estreava entre os grandes do Rio.
O Campo Grande conquistou 2 campeonatos do Departamento Autônomo, em 1953 e 1959, um Troféu José Trócoli, em 1967, entre outros títulos, como série de acesso do futebol carioca e torneios amistosos. Porém, o título mais importante do clube ocorreu em 1982, com a conquista da Taça de Prata, correspondente à série B do campeonato brasileiro. Além disso, chegou a ser vice de um Torneio Início do Rio de Janeiro em 1963, semifinalista da Copa São Paulo de futebol Júnior, em 1974, e obteve sua melhor colocação no campeonato carioca em 1991, ficando em quinto lugar. O clube também se orgulha de dois campeonatos cariocas femininos conquistados, em 2004 e 2008.
Fontes consultadas: Jornal Patropi, 1983.
Jornal O Imparcial, 18 de maio de 1924.
domingo, 27 de outubro de 2019
A sétima arte na Zona Oeste
Cena do filme "As aventuras amorosas de um padeiro".
Acima verifica-se uma imagem do sub-bairro São Basílio, em Campo Grande, com seu tradicional campo de futebol, na década de 1970.
Trata-se de uma das cenas do filme "As aventuras amorosas de um padeiro", do ano de 1975, filmado em Campo Grande, Pedra de Guaratiba e Sepetiba, de Waldir Onofre, cineasta e ator brasileiro, sendo um dos primeiros cineastas negros do Brasil. O filme ganhou o Kikito de ouro, um festival de gramado de 1976.
O filme em questão retrata os costumes típicos suburbanos (ou de áreas parecidas) do Rio de Janeiro, ficando entre o drama e a comédia, envolvendo mulher casada que não se sentia contemplada pelo marido, adultério, tentativa de flagrante, moralismo, racismo e elementos do candomblé.
Esse longa-metragem fez Waldir Onofre ganhar reconhecimento nacional e internacional, ainda atuando, ao longo de sua carreira, como ator e diretor assistente.
sexta-feira, 18 de outubro de 2019
O Pintor Rural
No dia 18 de outubro comemora-se o dia de São Lucas, padroeiro dos médicos, dos pintores e dos artistas.
O cartaz abaixo mostra uma rede de lojas de tintas que marcou presença na Zona Oeste: o Pintor Rural.
Imagem. Fonte: Face Santa Paciência.
O nome Pintor Rural pode ser considerado sugestivo, já que o mesmo possuia unidades em bairros da Zona Oeste e adjacências, como Bangu, Santa Cruz, Realengo, Padre Miguel, município de Itaguaí e principalmente Campo Grande, locais que num passado já foram conhecidos como Sertão Carioca e Zona Rural. O mesmo marcou uma relevante presença na região, sendo uma importante referência em vendas de latas de tintas e afins.
Na imagem acima há uma homenagem dedicada aos pintores, no dia de seu protetor, São Lucas, exposta pela antiga rede.
quarta-feira, 16 de outubro de 2019
A Viúva Dantas de Campo Grande
Rua Viúva Dantas, há muitas décadas. Fonte: Jornal Patropi, 21 de janeiro de 1983.
Localizada no chamado centro de Campo Grande, sendo realmente uma das ruas mais centrais do bairro, a Rua Viúva Dantas já foi conhecida como "Rua dos namorados", por causa da grande quantidade de casais que passavam pelo local à tarde.
Segundo moradores mais antigos, a Rua Viúva Dantas foi criada através da urbanização de uma fazenda, propriedade do agricultor Miguel de Oliveira Noronha, na qual existia uma produção de frutas, destacando-se as laranjas, além de batata e mandioca. Segundo o filho do agricultor, a área acabou vendida porque a produção não era satisfatória. Assim foi construído um complexo de ruas, com a Viúva Dantas sendo a maior.
No local também sempre se destacaram as árvores, destacando-se em especial, segundo um morador, um certo pé de tamarindo, o qual fazia a alegria da garotada, além dos pés de mangas.
A movimentada rua acaba sendo uma espécie de "emenda" com a Rua Coronel Agostinho, onde localiza-se o Calçadão de Campo Grande. Há bastante décadas, a Viúva Dantas abrigava alguns bares, além de casas comerciais (estas últimas até hoje). O famoso Clube dos Aliados, por muito tempo fez parte do cenário da rua. Após a inauguração da unidade campestre, na Estrada do Mendanha, a função do prédio que abrigava o clube mudou. Mas ainda é possível avistar no alto do mesmo prédio o nome e o símbolo do clube.
Nos antigos bares era comum pessoas de diversos pontos de Campo Grande se reunirem para falar de política, carnaval e da situação geral do bairro. Um desses bares era o Dib's, frequentado por motoqueiros e motoristas daqueles carros "envenenados", que dali partiam para os famosos "pegas", principalmente para os realizados na Grota Funda, no Recreio dos Bandeirantes. Outros bares completavam a paisagem, como o Simpatia e o Bar do Leleu (depois chamado de Cantinho Seresteiro), considerado na época como o auge do chorinho, muito procurado após às 18 horas por frequentadores que iam para cantar e tocar sucessos de Pixinguinha, Waldir Azevedo e outros feras do choro.
Com o passar do tempo, a Viúva Dantas continuou seu processo de evolução, com o aumento do comércio e dos serviços, consolidado com a inauguração do Passeio Shopping, em 2000, colocando definitivamente o local como um dos principais do bairro de Campo Grande.
Fonte: Jornal Patropi, 21 de janeiro de 1983.
Artigo baseado na matéria do mesmo.
segunda-feira, 14 de outubro de 2019
Programa sobre a história do bairro de Campo Grande
http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/balanco-geral-rj/videos/campo-grande-e-o-bairro-com-mais-moradores-do-rio-de-janeiro-14102019
Acima encontra-se o link sobre uma matéria do bairro de Campo Grande, do programa Balanço Geral, da TV Record, da qual participei falando um pouco da história do bairro.
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