segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O bairro-cidade Campo Grande

    Na divisão territorial do Brasil, o país é formado por estados, que por sua vez são formados por municípios ou cidades, e estes são formados por distritos ou bairros. Sendo assim, é possível um bairro ao mesmo tempo ser cidade? Pode-se dizer que sim. Isto aconteceu com o bairro de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, considerado o mais populoso e um dos mais extensos do município do Rio. 
    Em 1968, o então governador do estado da Guanabara, (que na verdade era uma cidade-estado), Francisco Negrão de Lima, promulgou uma lei reconhecendo a localidade de Campo Grande como cidade. Assim, no ano já citado, ficava reconhecida como "Cidade honorária a localidade de Campo Grande".
    Apesar disso, Campo Grande ainda é tido como um bairro do Rio de Janeiro.
    Abaixo, um registro de nascimento de uma extinta Casa de Saúde Campo Grande, que localizava-se na rua Coronel Agostinho, no calçadão do bairro, denominando Campo Grande como cidade, logo abaixo do endereço.



domingo, 12 de fevereiro de 2017

Mapa detalhado do bairro de Campo Grande

Abaixo um mapa com os sub-bairros e outros detalhes do bairro de Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

A "caixa d'água" de Campo Grande

   

    Quem passa pelo Viaduto Alim Pedro, no bairro de Campo Grande, pode já ter avistado, no alto de um morro, uma grande "caixa d'água", como muitos chamam. Trata-se do reservatório Victor Konder, ou antiga caixa d'água de Campo Grande, construído em 1928, sob a presidência de Washington Luís.
    Com capacidade de armazenamento de 16 milhões de litros de água potável, o reservatório, localizado no morro do Luís Barata, é responsável pelo abastecimento de vários sub-bairros de Campo Grande. Seu funcionamento foi interrompido no final da década de 1960, sendo reformado e reinaugurado em 1998. No mesmo ano, foi tombado pelo Patrimônio estadual.
    Apesar de ficar próximo ao Regimento de Polícia Montada (RPMont), o local é alvo de furtos de cabos de energia, além de ponto de usuários de droga, segundo depoimentos de moradores.
     Até há algum tempo, o reservatório compensava com sua beleza e história importantes para o bairro, dando um espetáculo à noite com uma iluminação especial, que podia




ser vista de vários pontos de Campo Grande, inclusive a longa distância.

Foto reservatório Victor Konder à noite. Fonte: http: //rmmtrilhas.blogspot.com.br/, por Renato Monsores.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

As marcas do tempo no Calçadão

Foto: Calçadão de Campo Grande, aproximadamente anos 30. Fonte: face Antigo Campo Grande.

    Localizado próximo à estação de trem de Campo Grande, o Calçadão de Campo Grande, na Rua Coronel Agostinho, com o passar do tempo transformou-se num ponto de referência para o bairro, já que se trata do centro comercial da região. Com aproximadamente 500 metros de extensão, o Calçadão foi inaugurado em 1976, devido ao crescente número de firmas comerciais que haviam se instalado na Rua Coronel Agostinho (um negociante que foi muito respeitado e que nesta rua residiu por muitos anos), sendo um projeto do paisagista Burle Marx.
   
Foto: Rua Coronel Agostinho na década de 1950
Fonte: Jornal Zona Oeste, edição especial, 1998.

    Acompanhando a evolução do bairro, o centro comercial de Campo Grande seguiu o desenvolvimento, passando por uma reforma, com a retirada do excesso de camelôs do Calçadão, sendo presenciada uma mudança também no aspecto visual, com obras sendo realizadas e até esculturas sendo postas.
    Abaixo, uma imagem do Calçadão de Campo Grande em duas fases distintas: Uma de 1988, com intensa movimentação e muitas barracas no meio da rua; a outra, depois da reforma do Rio Cidade, com o movimento de sempre.

Fonte: Jornal O Globo - Zona Oeste 21/11/2004.

Abaixo, duas fotos que caracterizam as marcas do tempo no local onde hoje fica a loja Superlar, no Calçadão, em fases distintas. 

 Foto posto de gasolina. Fonte: www.campogranderj.com.br
Foto atual. Fonte: Carlos Eduardo de Souza

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Legião em Campo Grande

    No dia 18 de novembro de 1990, o estádio Ítalo Del Cima, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro, recebeu um show histórico da lendária e inesquecível banda Legião Urbana. A apresentação fez parte da turnê do álbum "As quatro estações".
    Pessoas que foram ao show contam com nostalgia cada detalhe deste, com o estádio praticamente lotado e a Legião tocando seus maiores sucessos da época, além de começar com uma música internacional, a qual o vocalista Renato Russo chamou de "surpresa".
    Abaixo uma foto de uma fã com o guitarrista do grupo, Dado Villa Lobos, no local do show.

Foto: Fonte: Face Antigo Campo Grande.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Artigo "Trens e bondes em Campo Grande" no Jornal Portal Zona Oeste

Abaixo está um artigo meu publicado na edição de janeiro no jornal Portal Zona Oeste

Quem puder e quiser conferir, a distribuição do jornal é gratuita, disponível em alguns pontos específicos de Campo Grande

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

As "árvores gêmeas" do Rosário

    Localizadas na Avenida Cesário de Melo, em frente ao Colégio Nossa Senhora do Rosário, tradicional do bairro de Campo Grande, duas árvores centenárias da espécie ficus chamam a atenção e despertam curiosidades dos que passam pelo local. Alguns afirmam de se tratar de um caso de árvores gêmeas, interligadas por um tronco. Outros acham que são apenas duas árvores próximas umas das outras.
    Indagações à parte, o fato é que as árvores já estiveram no alvo de uma discussão de uma obra de construção do corredor de ônibus BRT. Havia uma ameaça do corte das árvores centenárias, por estarem no traçado da via.
    Porém, moradores do bairro mobilizaram-se com o intuito de impedir o corte das árvores, organizando um protesto em 15 de agosto de 2012 contra a retirada das chamadas "Gêmeas do Rosário", como ficaram conhecidas. Alguns moradores mais antigos afirmam que antes mesmo da construção do Colégio elas já estavam lá.
    Assim, foi feito um abaixo-assinado encaminhado para a Subprefeitura,e, devido à força da população local, as árvores siamesas continuam fazendo parte da história viva do bairro.