Entre a Sexta-feira Santa, dia de lembrar a crucificação de Jesus, e o Domingo de Páscoa, a ressurreição de Cristo, está o Sábado de Aleluia. Mas o sábado em questão vai além da questão religiosa, sendo lembrado também por uma questão cultural e de tradição: é o dia de malhar o Judas.
Muito comum nos subúrbios do Rio de Janeiro, a tradição consiste em produzir um boneco, geralmente com roupas velhas, de pano ou de palha, representando Judas, o discípulo que traiu Jesus. O boneco é pendurado num poste, numa árvore ou num muro, na manhã do Sábado de Aleluia. Durante o dia, moradores (incluindo crianças) batem no boneco, muitas vezes com paus e pedras, como se tivessem punindo-o. Pronto: é a "Malhação de Judas ", às vezes acompanhada de xingamentos, porém num clima meio de descontração, quase numa "farra".
Apesar de ter diminuído nos últimos anos, a tradição continua, com o "Judas" em questão geralmente sendo associado a figuras públicas, políticos ou algum morador que desperte indignação local.
E assim é mais uma tradição que, infelizmente, vai diminuindo, mas ainda muito viva em nossas memórias.

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