quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

É dia de reis!

 

Imagem: Folheto A Missa - 04 de Janeiro de 2026.

O Rio de Janeiro tem em seu calendário folclórico/religioso/Cultural muito rico, tendo o Carnaval como principal, passando pela Festa de Iemanjá, entre outras.

No dia 06 de janeiro, comemora-se o dia da Adoração dos Reis. É o dia de retirar os enfeites de Natal, e para o catolicismo, é a chamada epifania do Senhor. É a Folia de Reis, que na verdade começa na noite de 24 de dezembro e vai até 06 de janeiro ou 02 de fevereiro.

Os foliões de Reis imitam os Reis Magos, que viajavam guiados pela estrela de Belém. Saem cantando e louvando o nascimento de Jesus. O grupo compõe-se de tocadores e cantadores que saem a serviço de um festeiro para angariar ofertas, percorrendo as casas da cidade, do campo e sítios, recebendo comidas e bebidas pois, segundo a tradição, quem os acolhe é abençoado. Para o catolicismo, é também a representação do bem contra o mal, tendo na figura de uma espécie de palhaço, que faz parte da tradição da folia de reis, um ser que tenta atrapalhar o evento.

Provavelmente, os 3 Reis Magos eram sacerdotes do zoroastrismo, religião presente na Pérsia (atual Irã), já que "mago" se referia a uma casta sacerdotal Persa, conhecida por conhecimentos astrológicos e interpretações de sinais celestes, daí a associação da busca pela "estrela" que anunciava um rei (ou um messias), no caso, Jesus Cristo. Lembrando que eles não eram reis no sentido monárquico, mas sim pertencentes a uma elite sacerdotal Persa.

Quando percorrem as cidades são chamados de "Folias de Reis de Música " e os da Zona Rural "Folias de Reis de Caixa " - compõe-se de dois tocadores de viola, um de caixa e outro de adufe (pandeiro quadrado).

Muito presente há décadas, passando pelas ruas e observada por muitas famílias, essa manifestação é bem menos frequente hoje em dia,

sendo ainda mantida por tradições familiares, restritas a poucos locais.

Segunda imagem e parte do texto retirados com adaptações: Meu Livro de Pesquisas. Edições Castor. 3° Volume.

4 comentários:

  1. Valeu, Carlos...resgate muito valioso nesses tempos onde as tradições folclóricas vão sendo abandonadas e esquecidas. Há cerca de 40/50 anos festejos como esses eram bem mais frequentes e intensos. Éramos mais felizes e não tínhamos consciência de que esse jogo de "memória e esquecimento" integram o enredo de nossas vidas e nos auxiliam no enfrentamento de angústias existenciais. Parabéns ao amigo!!!

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    1. Valeu, meu amigo. Isso mesmo. Infelizmente, algumas maravilhosas tradições estão deixando de existir. Mas a memória fica. Muito obrigado pela visita ao blog.

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  2. Parabéns, Carlos! Agradeço pelos detalhes, que não conhecia. Aprendo com seus artigos, sempre claros e objetivos.

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