terça-feira, 10 de março de 2026

Estrutura geomorfológica do Maciço Gericinó-Mendanha

 

Imagem: Rio Memórias 

O relevo da cidade do Rio de Janeiro tem ligação direta com sua formação e ocupação de território. Inclusive, as zonas ou regiões que dividem o município têm um relevo como referência: o Maciço da Tijuca, que divide a cidade.
Acima temos um outro maciço importante: trata-se do Maciço Gericinó-Mendanha. Localizado na Zona Oeste do Rio, além de outros municípios, o maciço possui três alinhamentos serranos: Serra de Madureira, Serra do Mendanha e a pequena serra do Marapicu. A Serra de Madureira localiza-se do lado do município de Nova Iguaçu, enquanto a Serra do Mendanha ou do Gericinó, no município do Rio.
O Maciço é formado por rochas ígneas (magmáticas) intrusivas, e subvulcânicas, numa espécie de antiga câmara magmática exposta pela erosão, rica em minerais alcalinos e potássicos, com uma estrutura rochosa alcalina.
No maciço Gericinó-Mendanha encontra-se o Vulcão (ou suposto) do Mendanha, ou Vulcão de Nova Iguaçu. Alvo de estudos e especulações, por muito tempo se tratou de um vulcão extinto, que esteve em atividade há milhões de anos, com muitas grutas produzidas pela explosão de bolhas de gases na vertente da cratera, apresentando em seu interior, veios de pedra-pome, basalto e fonolitos, com um desfiladeiro aberto pela erosão das águas do Rio Guandu do Sapê.
Porém, depois de anos de debate, alguns geólogos constataram que não se trata exatamente de um vulcão, mas sim uma estrutura geológica externa que lembra um vulcão. Atestaram que havia erupções vulcânicas explosivas nesta região, com formação de edifícios vulcânicos em tempos remotos, mas que, com as transformações  do tempo, erosão e soerguimento, houve uma mudança que eliminou completamente a morfologia e os depósitos eruptivos daquela era geológica. Mas pra maioria da população local, há um vestígio de vulcão na região. 
Abaixo, uma imagem de uma reportagem do Jornal Patropi, de 1983, associando a Serra do Mendanha com as antigas transmissões VHF/ FM e UHF.

Imagem: Jornal Patropi, outubro de 1983.


Placa indicando o suposto local do Vulcão, citando Alberto Lamego, quem descobriu vestígios do suposto Vulcão. 
Imagem: Blog Sharkeugenio.

Fonte consultada: Jornal Patropi, outubro de 1983.



sábado, 7 de março de 2026

Inauguração do primeiro túnel de Campo Grande

 

No dia 06 de março de 2026 foi inaugurado o primeiro túnel do bairro de Campo Grande: Túnel professor Moacyr Sreder Bastos. O nome homenageia uma figura muito importante da região, ligada à educação. 
O túnel faz parte de um projeto do anel Viário, iniciado em 2023, que inclui ainda a construção de um segundo túnel, duplicação de vias, viadutos e um Mergulhão, além de outras intervenções, com previsão de término para 2028.
Alvo de protestos por parte de alguns moradores locais, por se sentirem prejudicados, o túnel, que contou com a presença do prefeito Eduardo Paes e do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em sua inauguração, conta com 515 metros de extensão, amplia a capacidade de tráfego, reduz o tempo entre as estradas da Posse e da Caroba e oferece uma alternativa ao eixo Estrada do Mendanha - Estrada das Capoeiras.
Abaixo, um mapa com acesso ao Túnel de Campo Grande. 


Passando por dentro do morro Luis Bom, o primeiro túnel de Campo Grande promete tentar diminuir os impactos do caótico trânsito de Campo Grande, gerando mais fluidez para os veículos e população. 


Fonte consultada e imagens: Jornal Extra, 07/03/2026.